08/May/2026
O dólar encerrou a sessão desta quinta-feira (07/05) praticamente estável frente ao Real, cotado a R$ 4,92, com leve alta de 0,05%. O mercado de câmbio continuou sendo influenciado principalmente pelas expectativas em torno das negociações de paz no Oriente Médio e pelos movimentos do petróleo no mercado internacional. Ao longo do dia, a moeda americana oscilou entre mínima de R$ 4,89 e máxima de R$ 4,93. Pela manhã, prevaleceu um ambiente de maior apetite ao risco no exterior, com enfraquecimento global do dólar diante da expectativa de avanço nas negociações para redução das tensões geopolíticas. O Real, porém, apresentou desempenho mais cauteloso em parte da sessão, pressionado pela queda do petróleo e pela repercussão da atuação recente do Banco Central no mercado cambial.
Na quarta-feira (06/05), a autoridade monetária realizou operação com swaps cambiais reversos, instrumento utilizado em momentos de forte valorização do Real. No período da tarde, o cenário internacional voltou a deteriorar-se após notícias relacionadas ao Estreito de Ormuz elevarem novamente a percepção de risco geopolítico. Informações sobre possíveis mudanças nas regras de navegação adotadas pelo Irã, além da suspensão de restrições ao uso de bases militares por Arábia Saudita e Kuwait para operações dos Estados Unidos, provocaram alta dos rendimentos dos Treasuries e fortalecimento global do dólar. Mesmo com a volatilidade recente, o Real ainda acumula valorização de 0,59% nos quatro primeiros pregões de maio, após avanço de 4,36% em abril. No acumulado de 2026, a moeda brasileira apresenta ganho de 10,30% frente ao dólar, mantendo-se entre as divisas de melhor desempenho no ano.
Analistas avaliam que o diferencial elevado de juros no Brasil segue sustentando o fluxo de capital para ativos domésticos. A política monetária restritiva e a manutenção da taxa Selic em níveis elevados continuam favorecendo o Real, especialmente em um ambiente de enfraquecimento global da moeda norte-americana. Além disso, a valorização recente do petróleo em meio ao conflito no Oriente Médio também contribuiu para melhorar os termos de troca do Brasil, reforçando o suporte cambial nas últimas semanas. O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington, foi acompanhado pelo mercado, mas sem impacto relevante sobre a formação da taxa de câmbio ao longo da sessão. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.