08/May/2026
Conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o endividamento das famílias brasileiras atingiu nível recorde em abril, com 80,9%, acima dos 80,4% registrados em março e dos 77,6% observados em abril de 2025. O avanço do endividamento ocorre de forma disseminada entre todas as faixas de renda. Entre famílias com renda de até três salários-mínimos, o índice passou de 82,9% para 83,6%. No grupo entre três e cinco salários-mínimos, subiu de 82,6% para 82,8%. Na faixa de cinco a dez salários-mínimos, avançou de 79,2% para 80,1%, enquanto entre famílias com renda superior a dez salários-mínimos houve elevação de 69,9% para 70,8%.
A inadimplência apresentou variação marginal, passando de 29,6% em março para 29,7% em abril, ante 29,1% no mesmo mês de 2025. A proporção de famílias sem condições de quitar dívidas em atraso permaneceu estável em 12,3%, frente a 12,4% um ano antes. Entre os inadimplentes, 49,5% possuem débitos em atraso há mais de 90 dias, enquanto o tempo médio de atraso permaneceu em 65,1 dias pelo terceiro mês consecutivo. O comportamento indica relativa estabilidade das condições financeiras, com melhora da renda contribuindo para a regularização parcial das dívidas. Por faixa de renda, a inadimplência manteve-se em 38,2% entre famílias de até três salários-mínimos.
Na faixa de três a cinco salários-mínimos, recuou de 28,7% para 28,0%. Entre cinco e dez salários-mínimos, avançou de 22,1% para 22,7%, e no grupo acima de dez salários-mínimos subiu de 14,7% para 15%. O cenário reflete um ambiente de crédito ainda pressionado, com manutenção de níveis elevados de endividamento. A perspectiva de menor intensidade na queda dos juros ao longo do ano tende a prolongar esse quadro, mantendo o comprometimento financeiro das famílias em patamares elevados no curto e médio prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.