07/May/2026
O dólar encerrou a sessão desta quarta-feira (06/05) em leve alta no mercado doméstico, em movimento de correção após a forte queda registrada na véspera e influenciado por atuação do Banco Central no mercado de câmbio. A moeda norte-americana fechou a R$ 4,92, com avanço de 0,17%, enquanto no exterior predominou a depreciação do dólar frente a outras divisas. A valorização no Brasil ocorreu após o Banco Central realizar leilão de swap cambial reverso no valor de US$ 500 milhões, equivalente à compra de dólares no mercado futuro. A operação tende a pressionar as cotações para cima, especialmente no mercado futuro, que possui maior liquidez e influencia o mercado à vista. Diferentemente de intervenções anteriores, a autoridade monetária não realizou operação simultânea de venda de dólares à vista.
A atuação isolada via swap reverso contribuiu para reduzir posições compradas em dólar no mercado futuro, em um contexto de melhora do cenário externo. No ambiente internacional, a moeda norte-americana apresentou enfraquecimento diante da maioria das divisas, refletindo expectativas de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A possibilidade de um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio reduziu a aversão ao risco e pressionou o dólar globalmente. Apesar disso, o mercado doméstico seguiu dinâmica própria, combinando fatores técnicos e ajustes de posições após a recente valorização do Real.
Desde o início do conflito, o dólar chegou a atingir níveis próximos a R$ 5,31 em março, mas voltou a se aproximar de R$ 4,90 com a melhora das perspectivas geopolíticas. No acumulado do ano, a moeda norte-americana registra queda de 10,35% frente ao Real. Além da intervenção no câmbio, o Banco Central informou que o fluxo cambial total do País foi positivo em US$ 9,291 bilhões em abril, revertendo a saída líquida de US$ 6,350 bilhões observada em março, no início do conflito no Oriente Médio. O comportamento recente do câmbio segue condicionado ao cenário externo e à atuação pontual da autoridade monetária, com expectativa de manutenção da volatilidade diante da evolução das negociações geopolíticas e dos fluxos financeiros internacionais. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.