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07/May/2026

Dívida global: EUA e China puxam avanço em 2026

Segundo o Instituto de Finanças Internacionais (IIF), a dívida global avançou pelo quinto trimestre consecutivo e atingiu quase US$ 353 trilhões no primeiro trimestre de 2026, com incremento superior a US$ 4,4 trilhões no período. O aumento foi concentrado principalmente nos Estados Unidos e na China, impulsionado pelo crescimento do endividamento governamental. Nos mercados desenvolvidos, o estoque de dívida apresentou leve redução, enquanto nos mercados emergentes, excluindo a China, a dívida total alcançou recorde de US$ 36,8 trilhões, com predominância do setor público na expansão.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a dívida global permanece relativamente estável, em torno de 305% desde o início de 2023. As perspectivas indicam continuidade das pressões estruturais sobre o endividamento, com fatores como envelhecimento populacional, elevação dos gastos com defesa, segurança energética e investimentos em inteligência artificial contribuindo para o aumento da dívida governamental e corporativa no médio e longo prazo. O conflito no Oriente Médio tende a intensificar essas pressões, especialmente no curto prazo, ao impactar preços de energia e alimentos.

Esse cenário amplia desafios fiscais, sobretudo em países importadores de energia, que podem recorrer a medidas de apoio para mitigar efeitos econômicos, resultando em maiores déficits e elevação adicional da dívida. Apesar do cenário de expansão do endividamento, mercados emergentes apresentam sinais de resiliência, sustentados por apetite global por risco e expectativas de enfraquecimento do dólar, o que favorece ativos em moeda local. A emissão de títulos soberanos em mercados emergentes mantém ritmo elevado, indicando continuidade do acesso a financiamento externo.

Adicionalmente, há indícios de diversificação por parte de investidores internacionais, com redução relativa da exposição a títulos do Tesouro dos Estados Unidos e aumento da alocação em papéis governamentais da Europa e do Japão. O cenário reforça a relevância da condução das políticas fiscal e monetária diante de um ambiente de maior volatilidade global, com impactos sobre fluxos de capital, custos de financiamento e sustentabilidade da dívida. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.