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06/May/2026

Desenrola 2: setor bancário adere ao programa

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o Novo Desenrola Brasil pode abranger 27,7 milhões de clientes e um estoque de R$ 97,3 bilhões. A estimativa leva em consideração o público-alvo da iniciativa, formado por consumidores com renda de até cinco salários-mínimos e dívidas no cartão de crédito, cheque especial e crédito direto ao consumidor (CDC). A Febraban reafirmou o compromisso do setor bancário com a renegociação do passivo das famílias brasileiras, diante da inadimplência e do comprometimento de renda em níveis recordes, sobretudo entre pessoas de menor poder aquisitivo. Com as condições anunciadas, a expectativa dos bancos é que as famílias se sintam atendidas em sua real capacidade de pagamento ao repactuarem seus compromissos.

O governo federal promoveu ajustes na nova edição do programa de renegociação de dívidas, Desenrola 2, com objetivo de corrigir limitações identificadas na fase anterior e ampliar o alcance da iniciativa. A medida provisória que institui o novo formato foi formalizada, incorporando mudanças operacionais voltadas à simplificação do acesso pelos consumidores. A principal alteração envolve a redução de etapas e intermediários no processo de renegociação. Na primeira edição, o acesso dependia de uma plataforma estruturada em formato de leilão de dívidas, com exigência de cadastro no portal Gov.br em nível de acesso ouro, o que gerou restrições operacionais e menor adesão em determinados públicos.

No novo modelo, a estratégia prioriza maior participação direta das instituições financeiras, que passam a atuar de forma ativa na identificação e atendimento dos devedores. A operacionalização ocorre por meio de acordos estabelecidos com os bancos, que assumem papel central na oferta das condições de renegociação, reduzindo a necessidade de interação com plataformas digitais específicas. A reformulação busca reduzir fricções no acesso ao programa, ampliar a base de beneficiários e aumentar a efetividade das renegociações. A expectativa é de impacto positivo sobre o nível de endividamento das famílias, com reflexos sobre consumo, inadimplência e funcionamento do mercado de crédito no médio prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.