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05/May/2026

Plano Safra 2026/2027: anúncio no início de junho

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou nesta segunda-feira (04/05) que o governo trabalha para lançar o Plano Safra 2026/27 no início de junho e considera factível um volume de recursos superior aos R$ 516 bilhões do ciclo atual, quando considerado o conjunto de instrumentos de financiamento. Questionado sobre o pedido da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que na semana passada formalizou ao Ministério da Agricultura uma demanda de R$ 623 bilhões para o próximo ciclo, De Paula evitou confirmar o valor, mas sinalizou que o governo busca um plano maior. “Nós tivemos R$ 516 bilhões no ano passado. Acho factível ter um número mais expressivo do que esse. Estamos trabalhando nesse sentido”, afirmou.

Em seguida, ponderou: “Mas, nessa questão em especial, um ministro da Agricultura nunca fala antes de ouvir o Ministério da Fazenda”. O ministro disse que o objetivo é apresentar um Plano Safra “consistente, vigoroso”, com números “ainda mais impactantes” que os obtidos nos últimos anos. Ele ressaltou, porém, que o volume total de recursos não resolve sozinho o problema de acesso ao crédito rural. Segundo De Paula, a taxa de juros é hoje o principal ponto de atenção na formulação do programa. “Nossa preocupação é que esses números sejam importantes, mas também tendo muito cuidado e priorizando a questão dos juros, que podem inviabilizar, por maior que seja o esforço do governo, o acesso ao crédito. Se você não constrói soluções que deem acesso ao produtor rural, esse esforço terá sido em vão”, disse.

O Plano Safra 2026/27 começa oficialmente em 1º de julho e será anunciado em meio a um quadro de margens apertadas, juros elevados, aumento de custos e demanda do setor por instrumentos de renegociação de dívidas. Na proposta entregue ao Ministério da Agricultura, a CNA pediu R$ 623 bilhões em recursos financiáveis, alta de 53,5% ante os R$ 405,9 bilhões anunciados para o ciclo 2025/26 no crédito rural tradicional, sem incluir Cédulas de Produto Rural (CPRs). A entidade também defende planejamento plurianual do crédito rural, R$ 4 bilhões para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e medidas de apoio à saúde financeira do produtor. De Paula afirmou que a elaboração do Plano Safra envolve várias áreas do governo e não depende apenas do Ministério da Agricultura.

“É evidente que, em um segundo momento, os ministros se sentam à mesa. No momento final, o presidente da República se reúne com os ministros”, afirmou. “Ele é o líder do governo, que elege as prioridades, encaminha, dirime dúvidas e media eventuais conflitos de interesse, que são muito naturais em um governo democrático.” O ministro reconheceu que o setor agropecuário atravessa um momento desafiador e disse que pretende atuar internamente em defesa das demandas da área. “Tenho a compreensão de que um ministro de Estado é um advogado que o presidente da República escala para, no governo dele, defender o setor e os interesses de um setor. Não terei nenhum acanhamento de lutar para que a gente possa ter o maior sucesso possível nesse desafio”, afirmou. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.