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05/May/2026

Focus revisa projeção da inflação brasileira em 2026

INFLAÇÃO

A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 avançou de 4,86% para 4,89%, registrando a oitava alta consecutiva e ampliando o distanciamento em relação ao teto da meta de inflação, fixado em 4,50%. Para 2027, a estimativa permanece estável em 4,00%. Há um mês, a projeção era de 3,85%. O cenário de incerteza internacional, especialmente associado às tensões no Oriente Médio, tem contribuído para a elevação das expectativas inflacionárias, com impacto direto sobre os preços do petróleo e efeitos indiretos sobre cadeias globais de suprimentos e commodities.

A previsão para IPCA de 2028 subiu de 3,61% para 3,64%, na segunda alta consecutiva, enquanto a projeção para 2029 permanece estável em 3,50% pela 35ª semana seguida. O IPCA deve acumular alta de 1,39% no segundo trimestre deste ano. A projeção para o IPCA de abril segue em 0,70%, depois de sete semanas de aumento. Um mês antes, era de 0,48%. A estimativa para maio cresceu pela quarta semana seguida, de 0,38% para 0,39%. Quatro semanas atrás, era de 0,31%. A projeção para o IPCA de junho segue em 0,30% pela segunda leitura seguida. Um mês antes, era de 0,28%.

PIB

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permanece em 1,85%, sem alteração em relação à semana anterior e ao patamar observado há um mês. Para 2027, a projeção recuou de 1,80% para 1,75%, interrompendo uma sequência de 17 semanas de estabilidade. No longo prazo, as projeções permanecem estáveis, com crescimento de 2,00% para 2028 e 2029, níveis mantidos há 112 e 59 semanas consecutivas, respectivamente, indicando expectativa de expansão moderada e consistente da atividade econômica.

JUROS

A projeção para a taxa Selic ao fim de 2026 permanece em 13,00% pela segunda leitura consecutiva, mesmo após a redução recente promovida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que ajustou a taxa de 14,75% para 14,50%. Há um mês, a estimativa era de 12,50%, evidenciando revisão altista nas expectativas. Para 2027, a projeção permanece em 11,00% pela segunda leitura consecutiva, acima dos 10,50% projetados há um mês. No horizonte mais longo, a projeção para a taxa Selic ao fim de 2028 permanece em 10,00% pela 15ª leitura consecutiva. Para 2029, houve ajuste de 9,75% para 10,00%.

DÓLAR

A projeção para o dólar ao fim de 2026 permanece em R$ 5,25, após três semanas consecutivas de queda. Há um mês, a estimativa era de R$ 5,40, indicando apreciação recente nas expectativas cambiais. Para 2027, a projeção recuou de R$ 5,35 para R$ 5,30, abaixo do patamar observado há um mês, de R$ 5,45. A projeção para o fim de 2028 apresenta leve ajuste de R$ 5,40 para R$ 5,39, enquanto a estimativa para 2029 caiu de R$ 5,41 para R$ 5,40. Em ambos os casos, os níveis seguem inferiores aos registrados quatro semanas antes, quando estavam em R$ 5,50.

Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.