05/May/2026
O Índice de Confiança Empresarial (ICE) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) recuou 1,0 ponto em abril frente a março, atingindo 90,6 pontos na série com ajuste sazonal, configurando a terceira queda consecutiva. Na média móvel trimestral, o índice apresentou retração de 0,6 ponto, indicando deterioração gradual do ambiente de negócios. O movimento foi influenciado principalmente pela piora nas expectativas, enquanto a percepção sobre a situação atual das empresas manteve relativa estabilidade. O ambiente de maior incerteza quanto à trajetória da inflação e dos juros, associado às tensões no Oriente Médio, segue como fator relevante de pressão sobre a confiança.
O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) registrou leve queda de 0,1 ponto, para 93,2 pontos. Dentro desse indicador, houve avanço de 0,7 ponto na avaliação da situação corrente dos negócios, para 92,1 pontos, enquanto o indicador de demanda presente recuou 0,8 ponto, para 94,4 pontos. O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) apresentou retração mais intensa, com queda de 1,9 ponto, para 88,1 pontos. Entre seus componentes, o indicador de demanda prevista para os três meses seguintes recuou 2,7 pontos, para 88,0 pontos, enquanto a expectativa para a evolução dos negócios nos seis meses seguintes caiu 1,2 ponto, para 88,3 pontos.
No recorte setorial, três dos quatro grandes segmentos registraram queda na confiança em abril: Indústria, com recuo de 0,8 ponto; Construção, com queda de 1,0 ponto; e Serviços, com redução de 0,6 ponto. O Comércio foi a exceção, com avanço de 1,6 ponto. Entre os 49 segmentos pesquisados, 35% reportaram aumento na confiança. A persistência das incertezas externas tende a manter os níveis de confiança em patamares mais baixos no curto prazo, com impacto potencial sobre decisões de investimento e produção. A coleta de dados foi realizada entre os dias 2 e 27 de abril. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.