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05/May/2026

Encontro entre os presidentes do Brasil e dos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai a Washington para se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (07/05). O presidente deve embarcar na tarde desta quarta-feira (06/05). Esta será a primeira vez que Lula se encontra com Trump na Casa Branca. Os outros dois encontros ocorreram na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, em setembro passado, e na cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). O encontro será realizado em meio a uma nova escalada das tensões entre o Brasil e os Estados Unidos. Nas últimas semanas, cresceu o temor de novas sanções econômicas de Trump. Por outro lado, Lula tem se mostrado um dos principais críticos da guerra promovida pelos Estados Unidos e Israel no Oriente Médio, que ocasionou aumento dos combustíveis no Brasil. Os dois presidentes devem discutir temas sensíveis durante a visita.

Lula quer os posicionamentos de Trump sobre novas sanções econômicas contra o Brasil, a guerra no Irã e a classificação do Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como facções criminosas. Trump quer negociar com Lula um acordo sobre exploração de minerais críticos do território brasileiro. Os Estados Unidos miram a reserva brasileira, importante para os setores de tecnologia, defesa e transição energética. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o encontro previsto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esta semana tem peso estratégico para a relação bilateral e para a agenda econômica do Brasil. A reunião ocorre em um momento em que o comércio e os investimentos com os norte-americanos seguem relevantes para a economia brasileira, especialmente em setores de maior valor agregado. O encontro é muito importante porque os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás da China e da União Europeia.

Ele destacou que a relevância dos Estados Unidos vai além do fluxo de comércio: "é o primeiro investidor no Brasil". Alckmin também ressaltou o perfil do que os norte-americanos compram do País, citando a aquisição de bens industrializados. Alckmin voltou a criticar medidas de aumento de tarifas e defendeu um ambiente de maior previsibilidade e cooperação. Para reforçar o argumento, o vice-presidente voltou a afirmar que os Estados Unidos registram déficit comercial com muitos países, mas não com o Brasil. Ele citou dados do G20 para sustentar que o Brasil está entre os poucos países com os quais os Estados Unidos mantêm saldo positivo. Do G20, só três países, os Estados Unidos têm superávit na balança. São eles: Reino Unido, Austrália e Brasil. Esse superávit ocorre tanto na balança de serviços, quanto de bens, de produtos. Por fim, Alckmin disse esperar que a interlocução direta entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos ajude ampliar o entendimento entre os governos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.