04/May/2026
O dólar encerrou o pregão de quinta-feira (30/04) em queda firme, abaixo do nível de R$ 5,00, acompanhando o movimento de desvalorização da moeda norte-americana no exterior. O ambiente de maior apetite por risco, impulsionado pelo alívio nos preços do petróleo, favoreceu moedas emergentes e ativos de maior risco. O dólar fechou a R$ 4,95, com recuo de 0,98% no dia. Trata-se do menor valor de fechamento desde março de 2024. No acumulado de abril, a moeda registra desvalorização de 4,36%, revertendo parte da alta observada no mês anterior. No ano, a queda chega a 9,77% frente ao Real.
O desempenho do câmbio refletiu o enfraquecimento global do dólar, medido pelo índice DXY, que operou em baixa. Moedas de países emergentes também avançaram, em linha com o Real, diante da melhora no ambiente internacional. No cenário doméstico, fatores políticos foram monitorados, mas tiveram impacto limitado na formação da taxa de câmbio. O diferencial de juros segue como principal suporte ao Real, após decisões recentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e do Comitê de Política Monetária (Copom).
O Fed manteve sua taxa básica entre 3,50% e 3,75%, enquanto o Copom reduziu a taxa Selic em 0,25%, para 14,50% ao ano, sinalizando continuidade de uma política monetária cautelosa. Esse diferencial elevado de juros tem favorecido a entrada de capital estrangeiro e sustentado a valorização do Real. A perspectiva é de manutenção desse diferencial nos próximos meses, o que tende a manter o Brasil no radar de investidores internacionais e contribuir para a estabilidade da taxa de câmbio, mesmo em meio às incertezas no cenário global. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.