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04/May/2026

Crédito rural segue ativo apesar da inadimplência

Segundo o Banco Komatsu, o aumento recente da inadimplência no crédito rural não compromete, no momento, a capacidade de financiamento da maior parte dos produtores, mantendo o fluxo de crédito no setor. Apesar do avanço dos atrasos, o cenário segue administrável e ainda permite novas concessões. A inadimplência na carteira do banco evoluiu de cerca de 0,8% há dois anos para um intervalo entre 2,5% e 3,5% atualmente. O movimento reflete o impacto de juros elevados e margens mais apertadas sobre o fluxo de caixa dos produtores, embora a maior parte dos tomadores ainda mantenha condições financeiras consideradas adequadas, com continuidade das negociações e investimentos. Diante desse contexto, houve aumento no rigor na análise das operações de crédito, especialmente na avaliação inicial dos clientes.

Mesmo assim, a política de concessão foi mantida, com taxa histórica de aprovação entre 50% e 60% das propostas, priorizando operações com menor risco de inadimplência. O ambiente de mercado, embora mais desafiador, ainda apresenta oportunidades, sustentadas por condições comerciais mais competitivas, incluindo redução de margens por fabricantes e subsídios em taxas de financiamento, o que contribui para manter a atratividade dos investimentos. No segmento analisado, o agronegócio representa cerca de 10% de uma carteira total de R$ 1,4 bilhão, com foco em financiamentos de máquinas utilizadas como suporte à produção agrícola, especialmente em infraestrutura e operações específicas, como no setor sucroenergético. O perfil do produtor indica maior cautela nas decisões de investimento, com priorização de aquisições essenciais e aproveitamento de condições favoráveis.

Regionalmente, há percepção de maior dinamismo no Centro-Oeste e em partes do Sudeste, Norte e Nordeste, enquanto o Sul apresenta comportamento mais conservador. As estratégias de financiamento incluem subsídios em taxas de juros, com condições a partir de 0% ao mês e prazos de até cinco anos, além de linhas de curto prazo com prazos de 12 meses e entrada de 40%. O valor médio das operações gira em torno de R$ 1 milhão. Novas linhas de crédito anunciadas pelo governo ainda apresentam incertezas quanto à elegibilidade de equipamentos, enquanto linhas já disponíveis operam com custos próximos de 12% ao ano. A expectativa é de crescimento entre 15% e 20% no volume de pedidos em relação a 2025, embora a efetivação dependa das condições de crédito e do ambiente econômico. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.