ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

04/May/2026

Taxa de Desemprego fica em 6,1% no 1º trimestre

De acordo com os dados mensais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desocupação no Brasil ficou em 6,1% no trimestre encerrado em março. Em igual período de 2025, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 7,0%. No trimestre móvel até fevereiro, a taxa de desocupação estava em 5,8%. A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.722,00 no trimestre encerrado em março. O resultado representa alta de 5,5% em relação ao mesmo trimestre de 2025. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 374,8 bilhões no trimestre encerrado em março, alta de 7,1% ante igual período do ano passado. A taxa de desemprego no País voltou a subir, passando de 5,8% no trimestre terminado em fevereiro para 6,1% no trimestre encerrado em março. O resultado foi o mais elevado desde o trimestre terminado em maio de 2025, quando estava em 6,2%. Porém, a taxa de desocupação está no patamar mais baixo para trimestres encerrados em março em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Em igual período do ano anterior, a taxa de desemprego estava em 7,0%.

O País registrou queda de 1,022 milhão de vagas no mercado de trabalho em apenas um trimestre. A população ocupada ficou em 101,976 milhões de pessoas no trimestre encerrado em março de 2026. Em um ano, esse contingente aumentou em 1,465 milhão de pessoas. A população desocupada aumentou em 1,077 milhão de pessoas em um trimestre, totalizando 6,579 milhões de desempregados no trimestre até março. Em um ano, 987 mil pessoas deixaram o desemprego. A população inativa somou 108,555 milhões de pessoas no trimestre encerrado em março, 55 mil inativos a mais que no trimestre anterior. Em um ano, houve aumento de 478 mil pessoas. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) passou de 58,9% no trimestre encerrado em dezembro para 58,2% no trimestre até março. No trimestre terminado em março de 2025, o nível da ocupação era de 57,8%.

O trimestre encerrado em março mostrou uma abertura de 242 mil vagas com carteira assinada no setor privado em relação ao trimestre encerrado em dezembro. Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, 504 mil vagas foram criadas no setor privado. O total de pessoas com carteira assinada no setor privado foi de 39,167 milhões de trabalhadores no trimestre até março, enquanto os sem carteira assinada somaram 13,28 milhões de pessoas, 285 mil a menos do que no trimestre anterior. Em relação ao trimestre até março de 2025, foram criadas 79 mil vagas sem carteira no setor privado. O trabalho por conta própria perdeu 149 mil pessoas em um trimestre, para um total de 25,96 milhões de trabalhadores. O resultado representa 607 mil pessoas a mais trabalhando nesta condição na comparação com o mesmo período do ano anterior. O número de empregadores aumentou em 79 mil em um trimestre, para 4,231 milhões de pessoas. Em relação a março de 2025, o total de empregadores cresceu em 0,7%, número que representa um aumento de 29 mil empregadores.

O País teve uma queda de 132 mil pessoas no trabalho doméstico em um trimestre, para um total de 5,438 milhões de pessoas. O resultado representa queda de 204 mil trabalhadores ante o mesmo trimestre do ano anterior. O setor público teve 322 mil pessoas a menos no trimestre terminado em março ante o trimestre encerrado em dezembro, para um total de 12,682 milhões de ocupados. Na comparação com o trimestre até março de 2025, foram abertas 455 mil vagas. A massa de salários em circulação na economia aumentou em R$ 24,842 bilhões no período de um ano, para R$ 374,8 bilhões, uma alta de 7,1% no trimestre encerrado em março ante o trimestre terminado em março de 2025. Na comparação com o trimestre terminado em dezembro, a massa de renda real subiu 0,6%, com R$ 2,313 bilhões a mais. O Brasil registrou uma taxa de informalidade de 37,3% no mercado de trabalho no trimestre até março. O Brasil alcançou 38,084 milhões de trabalhadores atuando na informalidade no período. Em um trimestre, menos pessoas passaram a atuar como trabalhadores informais: houve queda de 623 mil trabalhadores nesta situação no período.

A taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas ficou em 4,3% no trimestre até março de 2026, ante 4,4% no trimestre até dezembro. Em todo o Brasil, há 4,365 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas. O indicador inclui as pessoas ocupadas com uma jornada inferior a 40 horas semanais que gostariam de trabalhar por um período maior. Na passagem do trimestre até dezembro para o trimestre até março, houve um recuo de 147 mil pessoas na população nessa condição. O País tem 102 mil pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas a menos em um ano. No trimestre terminado em março, faltou trabalho para 16,3 milhões de pessoas no País. A taxa composta de subutilização da força de trabalho aumentou de 13,4% no trimestre até dezembro para 14,3% no trimestre até março. O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, pessoas que não estão em busca de emprego, mas que estariam disponíveis para trabalhar.

No trimestre até março de 2025, a taxa de subutilização da força de trabalho estava em 15,9%. A população subutilizada subiu 6,6% ante o trimestre até dezembro, 1,011 milhão de pessoas a mais. Em relação ao trimestre até março de 2025, houve um recuo de 10,1%, menos 1,834 milhão de pessoas. O Brasil registrou 2,683 milhões de pessoas em situação de desalento no trimestre encerrado em março. O resultado significa 37 mil desalentados a mais em relação ao trimestre encerrado em dezembro, um avanço de 1,4%. Em um ano, 509 mil pessoas deixaram a situação de desalento, baixa de 15,9%. A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial. Sete das dez atividades econômicas registraram demissões no trimestre encerrado em março.

Na passagem do trimestre terminado em dezembro para o trimestre encerrado em março, houve redução na ocupação na indústria (-122 mil), agricultura (-67 mil), construção (-134 mil), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-439 mil), serviços domésticos (-148 mil), outros serviços (-18 mil) e comércio (-287 mil). Houve geração de postos de trabalho em informação, comunicação e atividades financeiras, profissionais e administrativas (74 mil), alojamento e alimentação (23 mil) e transporte (26 mil). Em relação ao patamar de um ano antes, houve contratações em administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (860 mil trabalhadores a mais), informação, comunicação e atividades financeiras (406 mil), transporte (182 mil), outros serviços (48 mil), construção (28 mil pessoas) e agricultura (190 mil). Houve demissões em alojamento e alimentação (-5 mil), comércio (-4 mil), indústria (-148 mil) e serviços domésticos (-202 mil). Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.