28/Apr/2026
INFLAÇÃO
A projeção para o IPCA de 2026 avançou pela sétima semana consecutiva, passando de 4,80% para 4,86%, ampliando o distanciamento em relação ao teto da meta de inflação, fixado em 4,50%. O movimento reflete o aumento das incertezas no cenário internacional, com destaque para a elevação dos preços do petróleo em função de tensões geopolíticas no Oriente Médio. Para 2027, a projeção aumentou pela quinta semana consecutiva, de 3,99% para 4,0%. Há um mês, a estimativa era de 3,84%.
A estimativa para o IPCA de 2028 avançou de 3,60% para 3,61%, enquanto a projeção para 2029 permanece estável em 3,50% pela 34ª semana consecutiva. O IPCA deve acumular alta de 1,39% no segundo trimestre deste ano. A previsão para o IPCA de abril aumentou pela sétima semana consecutiva, de 0,66% para 0,70%. Um mês antes, era de 0,46%. A estimativa intermediária para maio cresceu pela terceira semana seguida, de 0,37% para 0,38%. Quatro semanas atrás, era de 0,31%. A projeção para o IPCA de junho permanece em 0,30%. Um mês antes, era de 0,27%.
PIB
A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 registra leve ajuste, passando de 1,86% para 1,85%, estável em relação ao observado há um mês. Para 2027, a estimativa está mantida em 1,80% pela 17ª semana consecutiva. As projeções para horizontes mais longos permanecem inalteradas, com crescimento de 2,0% estimado para 2028 e 2029, mantidos pela 111ª e 58ª semana consecutiva, respectivamente.
JUROS
A projeção para a taxa Selic no fim de 2026 permanece em 13%. Há um mês, a estimativa era de 12,50%. Para 2027, a projeção segue em 11%, após 10,50% observado um mês antes. Para horizontes mais longos, a projeção para a Selic no fim de 2028 permanece em 10,0% pela 14ª leitura consecutiva, enquanto a projeção para 2029 recuou de 9,88% para 9,75%. O conjunto das projeções indica manutenção de juros em patamar elevado no curto e médio prazo, com ajustes graduais condicionados à evolução do cenário inflacionário e às condições externas.
DÓLAR
A projeção para a taxa de câmbio no fim de 2026 recuou pela terceira semana consecutiva, passando de R$ 5,30 para R$ 5,25, refletindo a valorização recente do Real frente ao dólar. Na comparação mensal, a estimativa para o fim de 2026 apresentou queda em relação aos R$ 5,40 projetados anteriormente. Para 2027, a previsão permanece estável em R$ 5,35, após duas semanas de recuo. Há um mês, a projeção era de R$ 5,45, evidenciando ajuste gradual nas estimativas de médio prazo. A estimativa para o fim de 2028 está mantida em R$ 5,40, enquanto a projeção para 2029 recuou de R$ 5,45 para R$ 5,41.
Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.