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28/Apr/2026

Plano Safra 2026/2027 prioriza demandas do campo

O governo federal avança na estruturação do próximo Plano Safra com foco em atender às demandas do produtor rural e sustentar o crescimento do agronegócio. A formulação da política de crédito ocorre em um cenário de consolidação do Brasil como um dos principais produtores globais de alimentos e referência em transição energética. A construção do programa envolve a articulação entre os diferentes níveis de governo e a iniciativa privada, com o objetivo de fortalecer o ambiente de produção e ampliar a competitividade do setor. A coordenação institucional é apontada como elemento central para o avanço do agronegócio em escala nacional. O País mantém posição de destaque na oferta de soluções energéticas renováveis, com ampla disponibilidade de biocombustíveis, como etanol e biodiesel, o que amplia a diversificação da matriz energética e reforça o papel estratégico do setor agroindustrial nesse processo.

A competitividade do agro brasileiro também está associada aos padrões sanitários e à qualidade dos produtos, fatores que sustentam o posicionamento do País nos mercados internacionais e contribuem para a expansão das exportações. A reação coordenada entre setor produtivo e governo diante de questionamentos internacionais à carne brasileira evidenciou a capacidade de mobilização e defesa do produto nacional, reforçando a integração entre os agentes da cadeia. O novo Plano Safra tende a refletir esse conjunto de fatores, com direcionamento para ampliar o acesso ao crédito, sustentar investimentos e manter o ritmo de crescimento do setor em um ambiente de crescente demanda global por alimentos e energia renovável. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estabelece como prioridades a ampliação do Plano Safra, a aprovação do seguro rural e a renegociação das dívidas do setor, em um cenário de necessidade de fortalecimento das condições de financiamento e gestão de risco no campo.

A estratégia para o próximo Plano Safra contempla a busca por novo volume recorde de recursos, associada à necessidade de redução das taxas de juros, com o objetivo de garantir maior acessibilidade ao crédito rural. A viabilidade das operações financeiras é apontada como fator determinante para a efetividade da política agrícola, exigindo equilíbrio entre volume disponibilizado e condições de pagamento. No campo da gestão de risco, o avanço do projeto de lei do seguro rural figura como eixo central, com proposta que inclui mecanismos de contingência na origem dos recursos. A ampliação desse instrumento é considerada essencial para aumentar a cobertura e mitigar os impactos de eventos climáticos e de mercado sobre a produção. A renegociação das dívidas rurais também integra a agenda, com desenvolvimento de nova proposta voltada ao reequilíbrio financeiro dos produtores. A medida busca preservar a capacidade de investimento e assegurar a continuidade das atividades produtivas.

O direcionamento das políticas ocorre em continuidade às ações desenvolvidas na gestão anterior, com manutenção de iniciativas voltadas ao fortalecimento do agronegócio. Nesse contexto, destaca-se o papel da pesquisa agropecuária no avanço da produtividade e na consolidação do Brasil como exportador global de alimentos. No comércio exterior, a ampliação do acesso a mercados internacionais, com abertura de cerca de 600 destinos, e a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia a partir de 1º de maio reforçam as perspectivas de expansão das exportações. A condução da política agrícola sinaliza foco em integração entre agentes públicos e privados, com ênfase em crédito, seguro e acesso a mercados como pilares para sustentar o crescimento do setor. O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou no domingo (26/04), após a cerimônia de abertura da 31ª Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), que pretende reconstruir a relação do ministério com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e todo o setor agropecuário, garantindo diálogo conjunto na formulação do novo Plano Safra 2026/27.

A elaboração da política de crédito rural será feita em negociação com parlamentares e representantes do agro. Na gestão anterior, do agora ex-ministro Carlos Fávaro, que saiu para disputar um cargo para o Senado nas eleições deste ano, houve atritos com a FPA, que passou a direcionar suas demandas de crédito diretamente ao Ministério da Fazenda. Segundo André de Paula, a partir de agora o Ministério da Agricultura vai trabalhar de forma articulada com a FPA. Na sequência, o ministro disse que o governo está em negociação do novo Plano Safra 2026/27, cuja vigência começa em 1º de julho, e que as conversas envolvem não apenas o Ministério da Agricultura, mas também a Casa Civil, o Ministério da Fazenda e o vice-presidente, Geraldo Alckmin. Entre os temas discutidos estão mecanismos de renegociação de dívidas rurais e propostas como o programa Renova Agro, além de medidas em debate no Congresso e na equipe econômica para aliviar a situação financeira dos produtores, pois o campo enfrenta, neste momento, um alto nível de endividamento.

A questão dos juros altos também será central, disse, além do seguro rural. André de Paula afirmou que o governo busca respostas concretas para um momento que classificou como desafiador para o campo. "São demandas muito importantes para o setor, que vive um momento de grande dificuldade. O governo está trabalhando muito de forma transversal. O próprio vice-presidente está liderando esses esforços", declarou. Segundo ele, há expectativa positiva de anúncios capazes de melhorar o ambiente de negócios, como a renegociação de dívidas, em debate no Congresso Nacional, e trazer mais confiança ao produtor rural, o que pode impulsionar o clima de negócios durante a Agrishow deste ano. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.