28/Apr/2026
Segundo o Citi, investidores dos Estados Unidos têm demonstrado preferência por ativos brasileiros no contexto latino-americano. A qualidade dos ativos foi apontada como principal fator de análise no segmento bancário. Há preocupação com o elevado nível de endividamento das famílias, pressionado por taxas de juros ainda altas, e com a possibilidade de deterioração no ciclo de crédito. Instituições com maior exposição a segmentos de maior risco, especialmente crédito sem garantia, tendem a apresentar maior sensibilidade a esse cenário.
Nesse contexto, bancos com perfil mais conservador ou menor exposição cíclica são avaliados como mais resilientes, enquanto instituições com estratégia mais agressiva de crescimento podem enfrentar maior volatilidade na qualidade da carteira. A avaliação também incorpora discussões sobre o posicionamento em fintechs, diante de desafios relacionados à qualidade dos ativos, saturação de mercado em segmentos de menor renda e incertezas quanto à expansão internacional. Outras instituições financeiras são analisadas sob a ótica de recuperação gradual de rentabilidade e riscos associados a carteiras específicas, como crédito rural, que pode apresentar menor previsibilidade quanto à inadimplência.
No mercado de capitais, a B3 é considerada uma forma direta de exposição ao Brasil, apoiada por características como menor volatilidade de resultados, potencial de ganho em ambiente de redução de juros e distribuição de dividendos. Ainda assim, há avaliações sobre o nível de valuation, considerado inferior ao de pares globais, que operam em múltiplos mais elevados. O cenário reforça a atratividade relativa do Brasil na região, sustentada pela percepção de qualidade dos ativos e pela diversificação de oportunidades, ainda que condicionada a riscos macroeconômicos e ao comportamento do crédito no mercado doméstico. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.