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28/Apr/2026

Estreito de Ormuz: Irã pretende cobrar pedágio

O governo do Irã quer convencer Omã a apoiar um mecanismo de cobrança de pedágio de embarcações que passam pelo Estreito de Ormuz. O Irã insiste no fim do bloqueio aos portos do país, imposto pelos Estados Unidos, antes de uma nova rodada de negociações. O Irã propôs acabar com o bloqueio do Estreito de Ormuz em troca da retirada do programa nuclear do país das negociações com os Estados Unidos. Porém, os Estados Unidos reforçaram a posição de que não aceitarão qualquer tentativa do Irã de controlar o Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde transitava cerca de 20% da oferta global de petróleo antes do início do conflito na região. A sinalização amplia a percepção de risco sobre o fluxo internacional de energia, em um momento de elevada sensibilidade dos mercados às disrupções logísticas.

O agravamento das tensões no Oriente Médio já impacta diretamente a dinâmica de oferta e preços do petróleo. A possibilidade de restrições ao tráfego no Estreito intensifica a volatilidade e eleva os prêmios de risco, com reflexos sobre custos energéticos e cadeias produtivas globais. Apesar do posicionamento firme, há indicação de que o Irã busca uma solução negociada para o conflito, diante de pressões internas relacionadas à inflação, restrições fiscais, seca e efeitos das sanções econômicas. A condução das negociações é dificultada por divisões internas na liderança iraniana, com diferentes correntes influenciando a estratégia do país. Esse ambiente reduz a previsibilidade sobre eventuais acordos e mantém o mercado atento à evolução do conflito e seus impactos sobre o abastecimento global de energia.

A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou nesta segunda-feira (17/04) para o agravamento da crise no Estreito de Ormuz, classificando a instabilidade na região como ameaça à segurança marítima e à economia global. Em reunião do Conselho de Segurança sobre proteção das hidrovias, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu a desobstrução imediata da rota e defendeu a livre circulação de navios "sem pedágios nem discriminação". A reabertura da via é essencial para a retomada do comércio e para que "a economia global respire", além de evitar "desastres ambientais de grande escala". Ele também apelou por moderação, diálogo diplomático e respeito estrito ao direito internacional. A Organização Marítima Internacional (OMI) anunciou a criação de um novo protocolo de evacuação estratégica para retirar com segurança navios e tripulações de áreas de guerra.

O plano prevê o uso de corredores protegidos com base em esquemas de separação de tráfego já existentes e poderá ser implementado imediatamente, desde que haja garantias mínimas de segurança. A elaboração da iniciativa contou com a participação de países da região, incluindo o Irã. O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) destacou que 80% do comércio global, em volume, é transportado por via marítima e alertou que bloqueios em rotas críticas como Ormuz podem gerar "ondas de choque econômicas" que afetam bilhões de pessoas. Segundo a OMI, cerca de 20 mil pessoas estão retidas em 2 mil embarcações no Golfo Pérsico em meio à escalada geopolítica. A paralisação ameaça não apenas o fluxo financeiro global, mas também a segurança alimentar de diversos países. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.