27/Apr/2026
Os Estados Unidos estão avançando nas investigações de práticas comerciais do Brasil, que têm prazo para serem concluídas até julho. O País pode ter uma tarifa em torno de 30%. O desenho final é de um tarifaço horizontal e linear, com exceção para produtos que causam inflação nos Estados Unidos, como café, carne bovina e suco de laranja. Deve haver uma ênfase especial no caso do etanol. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) vem trabalhando nos detalhes para que não haja um revés jurídico nas cortes norte-americanas. As alegações são diversas e vão do uso do Pix à lentidão no processo de patentes. Agora, surge também o argumento ambiental. Os Estados Unidos acusaram o Brasil de exportar madeira ilegal.
Já o governo brasileiro avalia como possível que o USTR conclua que o Brasil está em conformidade em processo que inclui questionamentos sobre o sistema de pagamentos instantâneos PIX, entre outros pontos. A análise ocorre no contexto de interlocução bilateral entre autoridades dos dois países. Representantes do Ministério das Relações Exteriores realizaram reuniões com autoridades norte-americanas para esclarecer aspectos levantados na investigação. A avaliação do governo brasileiro é de que não há risco relevante de sanções, considerando a adequação do País às normas internacionais aplicáveis. O processo inclui questionamentos sobre eventuais impactos do PIX na economia dos Estados Unidos, tema considerado sensível dentro da investigação comercial.
A análise envolve interpretações sobre concorrência, sistemas de pagamento e possíveis efeitos indiretos no ambiente econômico internacional. Paralelamente, foi abordado o acordo firmado entre o governo de Goiás e autoridades norte-americanas envolvendo a exploração de terras raras. A avaliação do governo federal é de que há possível inconsistência jurídica na legislação estadual que amparou a iniciativa, uma vez que a competência para regulamentação do tema é atribuída à União. O tema deverá seguir em análise no âmbito das autoridades norte-americanas, com expectativa de conclusão baseada nos esclarecimentos técnicos apresentados pelo governo brasileiro e na interpretação das normas comerciais internacionais. Fontes: CNN e Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.