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27/Apr/2026

ESG: dificuldades para mensurar retorno financeiro

De acordo com o estudo Panorama Sustentabilidade, realizado pela Amcham Brasil e pela consultoria Humanizadas, as empresas brasileiras ampliaram a adoção de práticas de sustentabilidade e reconhecem seu valor estratégico, mas ainda enfrentam dificuldades para mensurar retorno financeiro dessas iniciativas. O levantamento aponta que 74% das companhias reconhecem ganhos reputacionais associados à agenda, enquanto apenas 34% conseguem comprovar retorno financeiro de forma estruturada. A dificuldade de traduzir sustentabilidade em resultados econômicos mensuráveis aparece como principal obstáculo para 44% das empresas, superando desafios como acesso a capital (38%), integração à estratégia (36%) e engajamento da liderança (35%).

Apesar disso, há evidências de ganhos operacionais, com 65% das empresas apontando aumento de eficiência e 60% indicando redução de custos associada às práticas sustentáveis. A presença da agenda nas organizações também avançou. Em 2026, 87% das empresas afirmam atuar em sustentabilidade, ante 80% em 2023. A integração do tema à estratégia corporativa evoluiu de 26% para 59% no período, indicando maior incorporação ao planejamento empresarial. No campo regulatório, 68% das empresas ainda não publicam relatórios de sustentabilidade conforme os padrões da IFRS Foundation, exigidos para companhias abertas, incluindo as normas IFRS S1 e IFRS S2.

Entre as prioridades regulatórias, a norma NR-01 lidera com 42%, seguida por economia circular (34%), mercado de carbono (25%) e padrões IFRS (21%). O estudo também aponta lacunas na gestão estratégica da sustentabilidade. Segundo o levantamento, 73% das empresas não atualizam a matriz de materialidade, 61% não realizam benchmarking, 69% não monitoram riscos e 72% não mapearam oportunidades associadas à agenda, o que limita a definição de prioridades e a geração de valor. Em relação ao ambiente internacional, a realização da COP30 no Brasil contribuiu para fortalecer a imagem do País, percepção compartilhada por 54% das empresas.

No entanto, apenas 37% identificaram geração de oportunidades concretas, com destaque para fortalecimento institucional (17%) e parcerias estratégicas (9%), enquanto aspectos como acesso a mercados e desenvolvimento de novos produtos permanecem pouco explorados. A pesquisa ouviu 587 executivos, dos quais 68% ocupam cargos de liderança, representando empresas com faturamento agregado de R$ 671 bilhões e cerca de 666 mil colaboradores. O levantamento apresenta margem de erro de 5% e nível de confiança de 95%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.