24/Apr/2026
A implementação do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia pode impulsionar as exportações totais do Brasil em 13% até 2038, segundo projeções do governo federal. O avanço está associado à redução de barreiras comerciais e ampliação do acesso a mercados estratégicos. As exportações de produtos industrializados tendem a apresentar crescimento mais expressivo, com estimativa de alta de 26% no período, refletindo ganhos de competitividade e maior inserção internacional da indústria brasileira.
O acordo entra em vigor de forma preliminar em 1º de maio, prevendo a eliminação imediata de tarifas para quase 5 mil produtos. A medida beneficia diretamente setores do agronegócio, como açúcar, frutas e carnes bovina e de aves, além de segmentos industriais. O intercâmbio comercial entre Brasil e União Europeia alcançou cerca de US$ 100 bilhões no último ano, consolidando o bloco como o segundo principal parceiro comercial do País, atrás apenas da China. A ampliação do fluxo comercial tende a reforçar a diversificação de mercados e a geração de valor nas exportações brasileiras.
O presidente Lula reforçou a continuidade das negociações do acordo entre Mercosul e União Europeia, mesmo diante de questionamentos judiciais apresentados no âmbito europeu. A avaliação é de que a ofensiva não impede o avanço das tratativas, mantendo a perspectiva de conclusão do acordo. O Parlamento Europeu ingressou com recurso na Justiça da União Europeia, adicionando um novo elemento ao processo, que passa a demandar articulação também no campo jurídico. O governo brasileiro trabalha na interlocução com autoridades europeias para sustentar o entendimento sobre os termos do acordo e sua relevância para as partes envolvidas.
No campo estratégico, o avanço do acordo amplia a necessidade de reposicionamento de instituições ligadas à inovação agropecuária, com destaque para o papel da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na inserção internacional e na difusão de tecnologias. A agenda externa brasileira também contempla a ampliação da cooperação com países africanos no setor agropecuário, com foco na transferência de tecnologia e no fortalecimento da produção. O direcionamento reforça a estratégia de atuação internacional voltada à expansão de parcerias e mercados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.