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24/Apr/2026

Embrapa gera R$ 124,8 bi em lucro social em 2025

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) gerou lucro social de R$ 124,76 bilhões em 2025, resultado 17% superior, em termos reais, ao registrado em 2024. O indicador representa os benefícios econômicos obtidos pelo setor produtivo a partir da adoção de tecnologias desenvolvidas pela instituição, considerando a avaliação de 166 soluções tecnológicas e a incorporação de outras 209 tecnologias no sistema produtivo. A receita operacional líquida da empresa atingiu R$ 4,6 bilhões em 2025, ante R$ 4,228 bilhões no ano anterior. O índice de retorno social alcançou R$ 27 para cada R$ 1 investido, acima dos R$ 25,37 verificados em 2024, evidenciando ampliação da eficiência na geração de benefícios econômicos.

Do total do lucro social, R$ 118,62 bilhões derivaram diretamente dos impactos econômicos das tecnologias avaliadas, enquanto R$ 4,63 bilhões tiveram origem em 110 cultivares disponibilizadas ao setor produtivo. Outros R$ 1,5 bilhão corresponderam a indicadores sociais e laborais. No período, as atividades da Embrapa resultaram na geração de 132.115 empregos diretos e indiretos. Os principais ganhos econômicos estão associados ao incremento de produtividade, que respondeu por R$ 63,93 bilhões em 2025, com 105 tecnologias gerando esse tipo de benefício. A redução de custos de produção somou R$ 45,79 bilhões, a partir de 47 tecnologias, enquanto a agregação de valor proporcionou aumento de renda de R$ 8,72 bilhões com 37 soluções tecnológicas.

Outras 15 tecnologias resultaram em maior produção na mesma área, com impacto de R$ 180 milhões. Entre as soluções avaliadas, 37 apresentaram múltiplos benefícios econômicos, totalizando impacto adicional de R$ 8,89 bilhões. O levantamento é realizado anualmente pelas 43 unidades descentralizadas da Embrapa, com base nos ganhos econômicos incorporados ao setor produtivo. O lucro social é calculado a partir do rendimento adicional gerado pelas tecnologias adotadas no campo. Em termos macroeconômicos, as tecnologias da Embrapa e de parceiros representaram 16% do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária em 2025, com contribuição de R$ 123,25 bilhões dentro de um PIB agro total de R$ 775,3 bilhões.

O ministro da Agricultura, André de Paula, disse que o orçamento da Embrapa para pesquisa passou de R$ 167 milhões em despesas discricionárias para R$ 410 milhões no governo Lula. Com a Embrapa, o Brasil passou de importador a exportador de alimentos. o governo dá importância para a Embrapa, o que se reflete no orçamento e na reabertura de concursos públicos. De Paula destacou ainda que de cada oito alimentos produzidos no mundo, um tem contribuição do Brasil. O governo atual já abriu 599 mercados para o agronegócio. O governo federal reforça a necessidade de ampliação e estabilidade no financiamento da Embrapa, com o objetivo de garantir continuidade e expansão das atividades de pesquisa e inovação no setor agropecuário.

O orçamento destinado às despesas discricionárias voltadas à pesquisa foi ampliado de R$ 167 milhões para R$ 410 milhões anuais na atual gestão, indicando aumento no nível de investimento público na instituição. A estratégia busca assegurar previsibilidade de recursos e reduzir a dependência de captação adicional para execução de projetos. A diretriz também contempla a ampliação de parcerias institucionais, incluindo participação do setor privado, ministérios e entidades do Sistema S, como forma de diversificar as fontes de financiamento e fortalecer a base de sustentação das atividades de pesquisa.

No campo estratégico, a atuação da Embrapa inclui o desenvolvimento e a transferência de tecnologias agropecuárias, com destaque para iniciativas de cooperação internacional, especialmente voltadas à África. A agenda também prioriza avanços na qualidade dos alimentos produzidos no Brasil, com foco no atendimento às exigências de mercado e na ampliação da competitividade. O fortalecimento da capacidade de inovação é apontado como fator determinante para ampliar a inserção do País em mercados mais exigentes, considerando a disponibilidade de tecnologia, mão de obra e conhecimento técnico no setor agropecuário. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.