22/Apr/2026
O dólar encerrou o pregão de segunda-feira (20/04) em leve queda de 0,18%, cotado a R$ 4,97, menor valor de fechamento em dois anos. A sessão foi marcada por baixa volatilidade e volume reduzido de negócios, em função da emenda de feriado (21/04) no Brasil, o que limitou a amplitude das oscilações. A moeda norte-americana variou entre mínima de R$ 4,97 e máxima de R$ 4,98. No acumulado, registra desvalorização de 3,95% no mês e de 9,38% no ano frente ao Real. No mercado futuro, o dólar também apresentou recuo, sendo cotado a R$ 4,98. No cenário externo, a retomada das tensões no Oriente Médio reforçou a cautela dos agentes financeiros, com impactos sobre o mercado de energia.
O petróleo apresentou valorização superior a 5%, atingindo US$ 95,00 por barril, em meio a novas restrições no Estreito de Ormuz. Esse movimento tende a favorecer os termos de troca de países exportadores de commodities, como o Brasil, contribuindo para a sustentação do Real. A taxa de câmbio também é influenciada pelo diferencial de juros, com expectativa de um ciclo de redução da taxa Selic mais moderado, o que amplia a atratividade relativa dos ativos domésticos. Esse fator tem contribuído para a valorização da moeda brasileira frente ao dólar global. No campo inflacionário, houve deterioração das expectativas captadas pelo boletim Focus.
A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 avançou de 4,71% para 4,80%, acima do teto da meta. Para 2027, a projeção subiu para 3,99%, enquanto as estimativas para 2028 e 2029 permaneceram em 3,60% e 3,50%, respectivamente. O ambiente combina pressão inflacionária associada ao choque de oferta, especialmente via petróleo, com resiliência da taxa de câmbio. No curto prazo, a expectativa é de estabilidade do dólar na faixa entre R$ 4,97 e R$ 4,98, com bandas de flutuação estimadas entre R$ 4,90 e R$ 5,05. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.