22/Apr/2026
Segundo o Ministério da Agricultura, os títulos para o financiamento do agronegócio com recursos privados somaram R$ 1,409 trilhão em estoques até o fim de março. O avanço é de 12% em um ano. Há um ano, os estoques de Cédulas de Produto Rural (CPRs), Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCAs), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagros) somavam R$ 1,259 trilhão. Em fevereiro, o estoque era de R$ 1,407 trilhão. O maior crescimento foi reportado no estoque de Cédulas de Produto Rural (CPRs), que cresceu 17% em março ante igual mês do ano anterior, de R$ 477,34 bilhões para R$ 560,19 bilhões, distribuídos em 402 mil certificados.
O tíquete médio dos títulos avançou 5,1% na comparação anual, para R$ 1,39 milhão. Já na comparação entre as safras, houve queda de 5% no registro de CPRs de julho a março da temporada 2025/26 ante 2024/25, passando de R$ 299,09 bilhões para R$ 283,66 bilhões registrados. As Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) apresentaram alta de 6% nos estoques na comparação anual, a R$ 583,36 bilhões. A LCA é hoje a principal fonte de recursos livres direcionados à concessão de crédito rural. Do total, pelo menos R$ 350,01 bilhões foram reaplicados no financiamento rural, 28% mais do que um ano antes. Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), por sua vez, subiram 15%, para um estoque de R$ 176,43 bilhões em março.
Já o estoque dos Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCAs) recuou 8%, a R$ 32,34 bilhões ao fim de março. O patrimônio líquido dos Fiagros era de R$ 56,98 bilhões ao fim de fevereiro, dados mais recentes, avanço anual de 29%, em 221 fundos administrados. O levantamento de títulos do agronegócio é feito pela Coordenação Geral de Instrumentos de Mercado e Financiamento, do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. O balanço considera dados da B3, CERC e CRDC, Anbima, Comissão de Valores Mobiliários e Banco Central do Brasil. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.