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22/Apr/2026

Focus revisa as projeções da economia brasileira

INFLAÇÃO

A projeção para o IPCA de 2026 avançou para 4,80%, após seis semanas consecutivas de alta, superando o teto da meta de inflação de 4,50%. O movimento reflete a elevação das incertezas externas, especialmente associadas ao aumento dos preços do petróleo em função das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Para 2027, a estimativa avançou pela quarta semana consecutiva, passando de 3,91% para 3,99%, ante 3,80% há um mês. Desde 2025, o regime de metas de inflação passou a ser contínuo, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5% para mais ou para menos.

O descumprimento ocorre caso a inflação permaneça fora desse intervalo por seis meses consecutivos. A previsão para o IPCA de 2028 permanece em 3,60%, acima dos 3,52% registrados há um mês. Para 2029, a estimativa está mantida em 3,50% pela 33ª semana consecutiva, indicando estabilidade nas expectativas de longo prazo. No curto prazo, a projeção para o IPCA de abril aumentou pela sexta semana consecutiva, de 0,50% para 0,66%. Um mês antes, era de 0,43%. A estimativa para maio cresceu pela segunda semana seguida, de 0,32% para 0,37%. Quatro semanas atrás, era de 0,30%. A projeção para junho aumentou de 0,28% para 0,30%. Um mês antes, era de 0,27%.

PIB

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 registra leve ajuste de 1,85% para 1,86%, indicando estabilidade nas expectativas de atividade econômica. Há um mês, a estimativa era de 1,84%. Para 2027, a previsão está mantida em 1,80% pela 16ª semana consecutiva. As projeções para 2028 e 2029 permanecem estáveis em 2,0%, mantendo-se inalteradas pela 110ª e 57ª semanas consecutivas, respectivamente. O cenário indica ritmo moderado de expansão econômica, condicionado por fatores como política monetária mais restritiva, incertezas externas e dinâmica dos preços de energia, com impactos sobre consumo, investimento e desempenho dos setores produtivos.

JUROS

A projeção para a taxa Selic ao fim de 2026 foi elevada de 12,50% para 13,0%, após três semanas de estabilidade, indicando ajuste nas expectativas do mercado diante da trajetória inflacionária. O movimento ocorre em um contexto de maior pressão sobre os preços, especialmente associada à valorização do petróleo em função das tensões no Oriente Médio. Para 2027, a projeção passou de 10,50% para 11,0%, interrompendo um período de 61 semanas de estabilidade.

No horizonte mais longo, a projeção para a Selic ao fim de 2028 permanece em 10,0% pela 13ª leitura consecutiva. Para 2029, a projeção avançou de 9,75% para 9,88%, ante 9,50% há um mês. A elevação das projeções reforça um cenário de política monetária mais restritiva por período prolongado, com implicações sobre o custo do crédito, o nível de atividade e os investimentos, especialmente em setores intensivos em capital.

DÓLAR

A projeção para a taxa de câmbio ao fim de 2026 recuou de R$ 5,37 para R$ 5,30, registrando a segunda queda consecutiva e refletindo a valorização do Real frente à moeda norte-americana. Há um mês, a estimativa era de R$ 5,40. Para 2027, a projeção apresenta recuo pela segunda semana consecutiva, de R$ 5,40 para R$ 5,35, ante R$ 5,45 há um mês. A estimativa para o fim de 2028 foi reduzida de R$ 5,46 para R$ 5,40, enquanto a projeção para 2029 caiu de R$ 5,50 para R$ 5,45.

O movimento de revisão nas expectativas cambiais ocorre em um contexto de apreciação da moeda brasileira, com impactos sobre preços internos, especialmente de bens importados e insumos dolarizados. A trajetória mais baixa do câmbio tende a atenuar pressões inflacionárias, embora permaneça condicionada a fatores externos, como dinâmica de juros internacionais, fluxo de capitais e cenário geopolítico. A reavaliação das projeções sugere maior equilíbrio no mercado cambial no médio prazo, com efeitos potenciais sobre competitividade das exportações e custos de produção no agronegócio.

Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.