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22/Apr/2026

Brasileiros veem impacto da guerra na economia

Pesquisa Ipsos-Ipec realizada de 8 a 12 de abril aponta que 90% dos brasileiros avaliam que o conflito no Oriente Médio envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel deve afetar a economia brasileira. Para 65%, o impacto será grande; para 25%, moderado. 6% dizem que não haverá efeito e 5% não souberam opinar. No geral, a percepção de impacto econômico é parecida entre as diferentes camadas sociodemográficas. O estudo também indica consenso de que o conflito afetará itens diretamente ligados à economia do País. Para nove em cada dez brasileiros, a guerra vai afetar: preço dos combustíveis (92%), preço dos alimentos (91%), do gás e a inflação (89% cada). Quando se trata de geopolítica, 76% consideram que a relação do Brasil com outros países será afetada.

Quanto ao nível de informação sobre a guerra contra o Irã, 60% dizem estar informados (43% mais ou menos e 17% bem-informados). Destacam-se como os mais informados aqueles com renda familiar mensal acima de cinco salários-mínimos (73%) e os com nível superior (72%). Já 37% se consideram mal-informados, índice que é mais expressivo entre os menos escolarizados (45%) e os de menor renda familiar (44%). Somam 2% os que não responderam. Quanto ao posicionamento do governo do Brasil em relação ao conflito, 83% defendem que o País adote posição neutra. Para 10% dos entrevistados, o Brasil deveria respaldar s Estados Unidos e Israel, enquanto 2% dizem que o governo brasileiro deveria apoiar o Irã e 5% não sabem opinar.

O apoio aos Estados Unidos e Israel é mais expressivo entre quem tem maior renda familiar (19%), em comparação com quem aqueles de menor renda (6%); entre os evangélicos (16%) se comparado aos católicos (7%) e entre os que se dizem bem-informados (19%) em relação aos mal-informados (4%). A percepção de impacto econômico demonstra que a população está receosa com os reflexos no bolso e atenta às consequências globais do conflito no Oriente Médio. O brasileiro também mostra que tem uma visão crítica sobre a necessidade do ataque que desencadeou a guerra. Nesse cenário, deixa claro que o governo brasileiro deve adotar uma postura de neutralidade, uma política externa que não se alinhe a nenhum dos dois lados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.