20/Apr/2026
O dólar encerrou em queda no mercado doméstico na sexta-feira (17/04), refletindo a redução do risco geopolítico após a reabertura do Estreito de Ormuz e o avanço das expectativas de um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio. A moeda norte-americana apresentou recuo global, acompanhando o ambiente de maior apetite por risco. No Brasil, o dólar chegou a testar o nível abaixo de R$ 4,95, com mínima de R$ 4,95, mas perdeu força e encerrou cotado a R$ 4,98, em queda de 0,19%. A desaceleração do movimento de apreciação do Real esteve associada à rotação de posições entre moedas emergentes, com menor demanda relativa por divisas ligadas ao petróleo, além de possível saída de capital estrangeiro da bolsa doméstica, em linha com a queda das ações do setor de energia. Outras moedas emergentes apresentaram desempenho superior, com ganhos acima de 0,80%. No acumulado da semana passada, o dólar registrou recuo de 0,56% no mercado local, ampliando as perdas de abril para 3,77%, após alta de 0,87% em março.
No ano, a moeda norte-americana apresenta desvalorização de 9,21% frente ao Real, que se destaca entre as divisas mais líquidas, tanto de países desenvolvidos quanto emergentes. O movimento do câmbio ocorre após uma rodada recente de valorização do Real, em um ambiente anteriormente favorecido pela elevação dos preços do petróleo, que beneficia países exportadores de energia. Apesar da queda das cotações da commodity, a perspectiva de preços ainda elevados sustenta fundamentos positivos para moedas com esse perfil, com impactos favoráveis sobre contas externas e fiscais. No mercado internacional, o petróleo registrou forte recuo, ampliando a segunda semana consecutiva de queda. O contrato do WTI para maio caiu 9,41%, para US$ 82,59 por barril, enquanto o Brent para junho recuou 9,06%, para US$ 90,38 por barril. Ainda assim, o Brent acumula valorização próxima de 50% no ano.
A reabertura do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo contribuiu para reduzir os prêmios de risco, embora persistam incertezas quanto à manutenção das condições de navegação, o que limitou o avanço do apetite por risco. No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operou próximo da estabilidade, ao redor de 98,200 pontos, após ter atingido mínima de 97,632 pontos. O indicador acumula queda de cerca de 0,50% na semana e superior a 1,60% no mês. A queda dos preços de energia também contribuiu para reduzir parte das pressões inflacionárias, influenciando as expectativas para a política monetária nos Estados Unidos. As projeções indicam probabilidade superior a 50% de corte na taxa básica até o fim do ano, atualmente no intervalo entre 3,50% e 3,75%, embora o cenário permaneça condicionado à evolução da inflação. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.