20/Apr/2026
Segundo o Monitor do PIB, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou alta de 0,6% em fevereiro em relação a janeiro, marcando o quarto mês consecutivo de crescimento da atividade econômica. Na comparação com fevereiro de 2025, o PIB apresentou avanço de 0,3%, enquanto a taxa acumulada em 12 meses até fevereiro foi de 2,0%. No trimestre encerrado em fevereiro de 2026, a economia cresceu 1,4% frente ao mesmo período do ano anterior. Pela ótica da demanda, o consumo das famílias avançou 1,1% no trimestre, sustentado principalmente pelo aumento do consumo de serviços e de produtos não duráveis.
O desempenho indica continuidade do processo de recuperação da demanda doméstica, com quatro trimestres móveis consecutivos de crescimento mais expressivo do consumo. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador de investimentos na economia, recuou 1,1% no trimestre encerrado em fevereiro na comparação anual. O resultado foi influenciado pelas quedas nos segmentos de construção e de máquinas e equipamentos, com destaque para a construção civil, que registra o terceiro trimestre móvel consecutivo de retração.
Pelo lado da oferta, houve crescimento nas atividades da indústria de transformação, da indústria extrativa mineral e do comércio, com desempenho considerado expressivo no período. As exportações aumentaram 13,4% no trimestre, enquanto as importações recuaram 5,2%. O desempenho das exportações foi sustentado por todos os componentes, com destaque para a indústria extrativa mineral, especialmente petróleo, além de produtos agropecuários e serviços. A queda das importações foi concentrada em bens intermediários. Em termos nominais, o PIB atingiu R$ 2,197 trilhões no primeiro bimestre de 2026. A taxa de investimento da economia foi de 20,7% em fevereiro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.