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20/Apr/2026

IBGE: crescimento de domicílios com um morador

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a proporção de pessoas que vivem sozinhas no Brasil continua em trajetória de crescimento. As unidades domésticas unipessoais já representam 19,7% do total de domicílios do País. O resultado indica aumento de 7,5% em relação a 2012, quando esse tipo de arranjo correspondia a 12,2% das unidades domésticas. Em termos absolutos, o avanço equivale a 8,2 milhões de novos domicílios com apenas um morador no período. O movimento é associado principalmente ao envelhecimento da população, mas também a mudanças comportamentais, com maior adesão à vida individualizada, especialmente entre mulheres. Entre os domicílios unipessoais, os homens representam 54,9% e as mulheres 45,1%. A análise por faixa etária mostra que o maior contingente de pessoas que vivem sozinhas está entre 30 e 59 anos, seguido pela população com 60 anos ou mais, que responde por 40% desse total.

Entre os homens que vivem sozinhos, 56,4% estão na faixa de 30 a 59 anos. Entre as mulheres, a maior concentração ocorre entre aquelas com 60 anos ou mais, que representam 55%. O avanço dos domicílios unipessoais está relacionado à dinâmica demográfica do País, marcada pelo envelhecimento populacional, saída dos filhos da residência dos pais e aumento da viuvez em faixas etárias mais elevadas. Estados com maior participação de idosos tendem a registrar proporções mais altas desse tipo de arranjo domiciliar. A tendência reforça mudanças estruturais no perfil das famílias brasileiras, com impacto direto sobre consumo, demanda por habitação e serviços associados a uma população mais envelhecida e com maior número de residências de menor tamanho. Além disso, a participação de domicílios alugados no Brasil avançou e atingiu 23,8% do total de lares em 2025, enquanto a proporção de imóveis próprios já pagos recuou para 60,2%.

O movimento confirma tendência de longo prazo de redução da propriedade residencial. Em 2016, os domicílios próprios já pagos representavam 66,7% do total, recuando 6,6% no período. No mesmo intervalo, os imóveis alugados passaram de 18,4% para 23,8%, alta de 5,4%. A expansão do aluguel ocorre de forma contínua ao longo dos últimos anos, com participação crescente desde 2016. Em 2019, os imóveis próprios já pagos correspondiam a 64,8%, caindo para 63,8% em 2022 e 62,3% nos anos seguintes, até alcançar 60,2% em 2025. No mesmo período, os imóveis alugados evoluíram de 18,5% para 23,0% e posteriormente 23,8%. O número total de domicílios particulares permanentes no País foi estimado em 77,7 milhões, com crescimento de 4,8% em relação ao ano anterior e de 15,6% na comparação com 2016. A estrutura habitacional brasileira ainda é majoritariamente composta por casas, que representam 82,7% dos domicílios, enquanto apartamentos respondem por 17,1%.

A participação dos apartamentos vem crescendo, refletindo o processo de urbanização e adensamento das cidades, com expansão de empreendimentos verticais. A evolução do perfil habitacional está associada à transformação urbana, com maior concentração populacional em áreas metropolitanas e preferência por construções multifamiliares. Fatores como custo relativo, segurança e disponibilidade de terrenos contribuem para a maior participação de apartamentos nas novas unidades habitacionais. O levantamento também detalha a posse de bens duráveis nos domicílios. Geladeiras estão presentes em 98,2% das residências, enquanto máquinas de lavar roupas alcançam 72,4% de cobertura. Em termos de mobilidade, 49,1% dos domicílios possuem automóvel, 26,2% possuem motocicleta e 12,5% contam com ambos os veículos. O conjunto dos dados indica avanço na estrutura de consumo das famílias e consolidação de padrões associados ao amadurecimento econômico e à urbanização do País. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.