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20/Apr/2026

IBGE: população feminina segue majoritária no País

Conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil registra 95 homens para cada 100 mulheres. A diferença varia conforme faixa etária e Unidade da Federação, sendo mais acentuada entre a população idosa. Na faixa acima de 60 anos, a discrepância se amplia significativamente. No Rio de Janeiro, há 70 homens para cada 100 mulheres, enquanto em São Paulo a proporção é de 76 homens para 100 mulheres. O padrão reflete maior longevidade feminina e maior incidência de mortalidade masculina ao longo da vida. Dados do Censo de 2022 indicam população total de 104.548.325 mulheres e 98.532.431 homens no Brasil, diferença de aproximadamente 6 milhões. A maior mortalidade entre homens está associada principalmente a causas externas, como acidentes e violência, além de menor frequência de cuidados com a saúde. A série histórica da PNAD mostra estabilidade na participação relativa por sexo.

Em 2012, os homens representavam 48,9% da população e as mulheres 51,1%, proporção que se manteve até 2018. A partir de 2019, houve leve ajuste para 48,8% e 51,2%, mantendo-se até 2024. Embora globalmente nasçam entre 3% e 5% mais homens do que mulheres, no Brasil essa vantagem se mantém apenas até aproximadamente 24 anos, quando a população feminina passa a superar a masculina. A inversão decorre da maior mortalidade entre homens jovens adultos, especialmente por causas não naturais. A maior expectativa de vida das mulheres contribui para a ampliação da diferença nas faixas etárias mais elevadas. Fatores comportamentais, como maior atenção à saúde e maior utilização de serviços médicos, também influenciam esse resultado. A transição demográfica brasileira, caracterizada pelo envelhecimento populacional e redução das taxas de natalidade, tende a intensificar a diferença entre os sexos ao longo do tempo.

Regionalmente, o padrão é predominante, com exceções em Tocantins, Mato Grosso e Santa Catarina, onde a proporção de homens supera ou se aproxima da feminina. Essas variações estão associadas, entre outros fatores, à estrutura econômica local, com maior presença de atividades como mineração e agronegócio. A notícia sobre a diferença do tamanho das populações conforme o gênero não é necessariamente ruim para as mulheres. Segundo a London School of Economics Paul Dolan, em estudo de 2023, as mulheres solteiras e sem filhos tendem a ser mais felizes e saudáveis do que as casadas. Os homens se beneficiam muito mais com o casamento porque passam a se cuidar melhor, se alimentar melhor e ter apoio emocional. As mulheres, por sua vez, ficam mais sobrecarregadas. É comum que elas precisem acumular obrigações profissionais e domésticas, como a casa e os filhos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.