ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

17/Apr/2026

Plano Brasil Soberano: crédito de R$ 15 bi à exportação

O governo federal aprovou a liberação de R$ 15 bilhões em crédito para o setor exportador, com recursos provenientes do superávit do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e operacionalização por meio do BNDES e bancos parceiros. A iniciativa integra nova etapa do Plano Brasil Soberano e tem como foco empresas com atuação relevante no comércio exterior. Os critérios de elegibilidade priorizam setores de maior intensidade tecnológica e relevância estratégica, além de empresas impactadas por medidas tarifárias dos Estados Unidos e pelos efeitos da guerra no Oriente Médio. O acesso ao crédito contempla tanto exportações diretas quanto indiretas, incluindo fornecedores da cadeia exportadora.

Para enquadramento, empresas afetadas devem comprovar que as exportações representaram ao menos 5% do faturamento bruto total no período de referência, definido entre julho de 2024 e junho de 2025 para os Estados Unidos, e entre janeiro e dezembro de 2025 para a região do Golfo Pérsico. As taxas mensais estabelecidas variam conforme o porte e o tipo de operação. Para vendas diretas, são de 1,28% ao mês para grandes empresas e 1,17% para micro, pequenas e médias. Nas operações indiretas, as taxas são de 1,41% para grandes empresas e 1,29% para micro, pequenas e médias.

Os recursos poderão ser destinados a capital de giro, aquisição de bens de capital, adaptação produtiva, ampliação de capacidade, adensamento de cadeias produtivas e investimentos em inovação tecnológica. Entre os setores elegíveis estão máquinas e equipamentos, automotivo, químicos e farmacêuticos, eletrônicos, informática, aeronáutica, equipamentos de transporte, máquinas elétricas, borracha, plásticos industriais, têxtil e minerais críticos, incluindo terras raras. A medida busca ampliar a competitividade das exportações brasileiras diante de um ambiente externo mais desafiador, marcado por tensões geopolíticas e restrições comerciais, ao mesmo tempo em que estimula investimentos e fortalecimento das cadeias produtivas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.