16/Apr/2026
O dólar encerrou a sessão desta quarta-feira (15/04) praticamente estável, cotado a R$ 4,99, com leve recuo de 0,03%, mantendo-se abaixo do patamar de R$ 5,00 em um ambiente de cautela nos mercados internacionais. A ausência de avanços concretos nas negociações envolvendo o conflito no Oriente Médio limitou o apetite por ativos de mercados emergentes. A moeda apresentou oscilações moderadas. Após atingir máxima de R$ 5,00 no início do pregão, o dólar perdeu força e passou a operar na faixa de R$ 4,99, com mínima de R$ 4,98. O movimento consolidou o sexto pregão consecutivo de queda frente ao Real, acumulando desvalorização de 3,60% em abril.
O comportamento do câmbio reflete a postura cautelosa dos investidores, que aguardam novos direcionadores para ampliar posições na moeda brasileira. A dinâmica também acompanha o desempenho global do dólar, que apresentou variações limitadas frente a divisas fortes ao longo da sessão. O índice DXY, referência do dólar frente a uma cesta de seis moedas, manteve-se próximo da estabilidade, com leve recuo e nível pouco acima de 98,000 pontos. Entre moedas emergentes, o peso colombiano registrou queda superior a 1%, enquanto pesos mexicano e chileno apresentaram estabilidade. No cenário geopolítico, persistem incertezas quanto aos desdobramentos no Oriente Médio, fator que segue influenciando o comportamento dos ativos.
A falta de definições concretas mantém o mercado em compasso de espera, reduzindo a volatilidade e limitando movimentos mais expressivos. No fluxo cambial, foi registrada saída líquida de US$ 1,303 bilhão na primeira semana de abril, com destaque para o canal financeiro, que apresentou retiradas de US$ 1,066 bilhão. No acumulado do mês até o dia 10, o saldo negativo é de US$ 750 milhões, com saídas de US$ 678 milhões no segmento financeiro. Apesar do fluxo negativo, a apreciação do Real no período esteve alinhada ao movimento global do dólar, que apresentou enfraquecimento frente a moedas emergentes, indicando influência predominante do cenário externo sobre a taxa de câmbio doméstica. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.