16/Apr/2026
O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) registrou alta de 2,94% em abril, após queda de 0,24% em março, com resultado acima do teto das projeções de mercado. O avanço é atribuído a efeitos diretos e indiretos do conflito no Oriente Médio, com impacto sobre commodities, combustíveis e insumos industriais. No acumulado, o índice apresenta elevação de 2,57% no ano e de 0,56% em 12 meses. O desempenho de abril ficou acima do intervalo estimado por analistas, que projetavam variação entre 1,00% e 2,73%, com mediana de 1,38%. Entre os componentes, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10) subiu 3,81% em abril, após recuo de 0,39% em março. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) avançou 0,88%, ante alta de 0,03% no mês anterior, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10) registrou aumento de 0,88%, após 0,29%.
A alta do IPA foi influenciada por repasses de custos associados ao cenário internacional, com destaque para insumos industriais como ácido sulfúrico e fertilizantes, além de pressões adicionais em produtos agropecuários. No setor agrícola, o tomate apresentou elevação próxima de 20%, com impacto tanto no índice ao produtor quanto ao consumidor. No varejo, a inflação foi influenciada principalmente pelos combustíveis, com destaque para a gasolina, refletindo repasses do aumento de preços de energia e derivados de petróleo. No setor da construção, os custos foram impactados pelos reajustes de combustíveis e insumos logísticos, com efeito sobre materiais como cimento, concreto e blocos. O período de coleta do índice abrangeu de 11 de março a 10 de abril, captando a intensificação das pressões de custos ao longo do intervalo.
O aumento de 6,38% na gasolina foi o subitem que mais pressionou a inflação em abril. No ranking de principais pressões em abril figuraram ainda o tomate (21,99%), serviços bancários (1,73%), leite longa vida (8,10%) e tarifa de eletricidade residencial (0,85%). Na direção oposta, houve alívios da passagem aérea (-7,93%), perfume (-2,51%), bombons e chocolate (-3,83%), excursão e tour (-2,30%) e maçã (-3,68%). Em relação ao mês anterior, sete das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas: Transportes (de 0,06% em março para 2,31% em abril), Alimentação (de 0,37% para 1,41%), Educação, Leitura e Recreação (de -2,16% para -0,60%), Vestuário (de 0,07% para 0,40%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,18% para 0,31%), Despesas Diversas (de 0,88% para 1,10%) e Habitação (de 0,31% para 0,35%). Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.