15/Apr/2026
Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a resiliência das economias emergentes deve ser testada pelos efeitos do conflito no Oriente Médio, em um cenário de elevação de preços de energia e alimentos e maior volatilidade global. Apesar disso, o histórico recente indica capacidade de resposta a choques, com desempenho superior ao esperado em eventos como a pandemia e ciclos inflacionários. A evolução das políticas macroeconômicas nas últimas décadas contribuiu para o fortalecimento desses países, ampliando a capacidade de absorção de impactos externos. No entanto, o atual ambiente geopolítico tende a pressionar esse equilíbrio, especialmente diante de limitações fiscais e níveis elevados de endividamento em diversas economias.
O aumento dos custos de energia e alimentos amplia a necessidade de medidas de proteção social, exigindo maior precisão na alocação de recursos públicos. Nesse contexto, a adoção de políticas direcionadas e compatíveis com as restrições orçamentárias torna-se fator central para mitigar os impactos sobre as camadas mais vulneráveis. O cenário indica que a capacidade de resposta das economias emergentes dependerá da eficiência na condução de políticas fiscais e monetárias, em um ambiente de maior incerteza e pressão sobre contas públicas e inflação. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.