15/Apr/2026
O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo a projeção de crescimento da zona do euro em 2026, de 1,3% para 1,1%, e para 2027, de 1,4% para 1,2%, refletindo os impactos do conflito no Oriente Médio sobre a atividade econômica do bloco. A avaliação indica que o desempenho mais forte observado no fim de 2025 tende a ser substituído por efeitos negativos associados à instabilidade geopolítica, com repercussões sobre custos de energia, cadeias produtivas e confiança econômica. A inflação na zona do euro deve atingir 2,6% em 2026 e desacelerar para 2,2% em 2027, permanecendo acima da meta de 2%.
A inflação subjacente também deve seguir acima desse nível até 2028, ainda que com trajetória de moderação. No Reino Unido, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto para 2026 foi reduzida de 1,3% para 0,8%, com expectativa de recuperação para 1,3% em 2027, abaixo dos 1,5% estimados anteriormente. A revisão incorpora os efeitos da guerra no Oriente Médio e o ritmo mais gradual de flexibilização monetária. A inflação britânica é projetada em 3,2% em 2026, com recuo para 2,4% em 2027.
O cenário reflete a persistência de pressões inflacionárias relacionadas aos preços de energia, além de impactos sobre a indústria decorrentes de custos elevados e da valorização cambial frente a concorrentes externos. O ambiente econômico europeu permanece condicionado por fatores estruturais e conjunturais, incluindo os efeitos prolongados da alta de energia desde o conflito entre Rússia e Ucrânia, com implicações sobre competitividade e desempenho industrial. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.