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14/Apr/2026

Focus revisa projeções da inflação e dólar em 2026

INFLAÇÃO

A projeção para o IPCA de 2026 subiu de 4,36% para 4,71%, em meio às incertezas causadas pelo conflito no Oriente Médio, que levou a uma disparada nos preços do petróleo no mercado internacional. É a primeira vez que a estimativa para este ano estoura o teto da meta de inflação, de 4,50%. A taxa está 0,21% acima do teto. Há um mês, era de 4,10%. A projeção para o IPCA de 2027 também subiu, de 3,85% para 3,91%. Há um mês, era de 3,80%. A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5% para mais ou para menos.

Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central perdeu o alvo. A projeção para o IPCA de 2028 segue em 3,60% pela primeira semana seguida. Há quatro semanas, era de 3,50%. Para 2029, a estimativa segue em 3,50% pela 32ª semana consecutiva. As estimativas indicam que o IPCA deve acumular alta de 1,10% no trimestre de abril a junho de 2026. A projeção para abril subiu de 0,48% para 0,50%, e para maio de 0,31% para 0,32%. Para junho, segue em 0,28%. Um mês antes, eram de 0,41%, 0,29% e 0,27%, nesta ordem.

PIB

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permanece em 1,85% pela segunda semana seguida. Um mês antes, era de 1,83%. A estimativa intermediária para o crescimento da economia brasileira em 2027 segue em 1,80%, pela 15ª semana consecutiva. As previsões para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permanecem em 2,00%, pela 109ª e 56ª semana seguida, respectivamente.

JUROS

A projeção para a Selic no fim de 2026 continua em 12,50% pela terceira semana seguida. Há um mês, era de 12,25%. A previsão para o fim de 2027 continua em 10,50% pela 61ª semana seguida. O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic em 0,25%, de 15% para 14,75% ao ano, no mês passado. Foi a primeira redução da taxa de juros em quase dois anos. Apesar do corte, o colegiado alertou para o aumento das incertezas no cenário. A previsão para a Selic no fim de 2028 permanece em 10,00% pela 12ª leitura seguida. A estimativa para 2029 permanece em 9,75% pela segunda semana consecutiva. Há um mês, era de 9,50%.

DÓLAR

A projeção para a cotação do dólar no fim de 2026 caiu de R$ 5,40 para R$ 5,37. A projeção para o fim de 2027 recuou de R$ 5,45 para R$ 5,40. Há um mês, eram de R$ 5,40 e R$ 5,47, respectivamente. Para o fim de 2028, a estimativa diminuiu de R$ 5,50 para R$ 5,46. Há quatro semanas, era de R$ 5,50. Para 2029, segue em R$ 5,50 pela terceira semana seguida. Há um mês, era de R$ 5,51.

Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.