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14/Apr/2026

Guerra impacta na exportação brasileira ao Golfo

O conflito no Oriente Médio impactou negativamente as exportações brasileiras para países do Golfo Pérsico em março, interrompendo a trajetória de crescimento recente. As vendas para Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Bahrein e Omã, que compõem o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), recuaram 31,47% na comparação anual, totalizando US$ 537,11 milhões. Apesar da retração mensal, o desempenho no primeiro trimestre ainda registra avanço de 8,14%, com exportações de US$ 2,41 bilhões para o bloco. Considerando o conjunto dos 22 países árabes, as vendas brasileiras somaram US$ 5,13 bilhões entre janeiro e março, com crescimento de 3,90%. A queda em março está associada à interrupção logística provocada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, que limitou o acesso a portos da região.

O agronegócio, responsável por 75% das exportações ao bloco, apresentou recuo de 25,38% em março. No acumulado do ano, entretanto, o setor registra crescimento de 6,8%, com receita de US$ 1,44 bilhão. Entre os principais produtos, o frango apresentou queda de 13,80% no mês, somando US$ 185,50 milhões, enquanto no trimestre acumula recuo de 2,32%, com US$ 619,12 milhões. As exportações de açúcar recuaram 43,37% em março, para US$ 54,07 milhões, mas mantêm alta de 26,41% no ano, alcançando US$ 363,11 milhões. O milho registrou queda de 99,96% em março, com embarques de US$ 0,03 milhão, e retração de 5,8% no trimestre. Em contrapartida, a carne bovina apresentou crescimento de 23,87% no mês, totalizando US$ 47,75 milhões, e avanço de 65,29% no acumulado de 2026.

O café também registrou desempenho positivo, com alta de 34,24% em março e de 64,3% no trimestre. No sentido inverso, as importações brasileiras de fertilizantes provenientes do CCG caíram 51,35% no primeiro trimestre. A região responde por cerca de 10% do volume adquirido pelo Brasil no mercado externo, o que reforça a preocupação com o abastecimento de insumos estratégicos. O cenário evidencia a sensibilidade das trocas comerciais às restrições logísticas no Golfo, com impactos diretos sobre exportações agropecuárias e importações de insumos. A continuidade das tensões tende a manter a volatilidade no fluxo comercial, exigindo ajustes nas estratégias de suprimento e escoamento. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.