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14/Apr/2026

Guerra intensifica debate sobre transição energética

O presidente da COP30, a cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) para as mudanças climáticas, André Corrêa do Lago, afirmou nesta segunda-feira (13/04) que é inegável que a guerra do Irã e a crise causada por ela nos preços do petróleo intensificou o debate sobre transição energética no mundo. É um momento muito desafiador. Obviamente, uma guerra nunca pode ser vista como algo com aspectos positivos, porque o sofrimento e as consequências são sempre negativos. Mas, é inegável que essa guerra intensificou o debate sobre a transição energética, afirmou o embaixador. Segundo ele, não era possível saber, durante a COP30 realizada no fim do ano passado em Belém (PA), que o mundo estaria enfrentando o cenário energético atual por conta da guerra. Para ele, há debates interessantes sendo feitos por conta do conflito. Muitas vozes apontam que essa guerra é uma demonstração de como a questão do petróleo e do gás é sensível do ponto de vista geopolítico.

Do ponto de vista econômico, alguns analistas estão debatendo o custo da guerra. Todos esses elementos que acabaram tornando o debate sobre petróleo e gás ainda mais complexo. Sobre o mapa do caminho para uma transição efetiva dos combustíveis fósseis, Corrêa do Lago afirmou que o documento brasileiro deve ser uma referência para outros países e que este deve ficar pronto no segundo semestre, por volta de setembro. O embaixador disse ainda que a guerra tem demonstrado ao mundo a importância geopolítica de se ter independência energética. Nesse cenário, ele citou a China como um exemplo no assunto. O fato é que a China mostra muito claramente que a independência energética foi um dos seus grandes incentivos para investir em energia eólica e solar. E a verdade é que os resultados estão aparecendo mais rapidamente do que o esperado, provavelmente por causa dessa guerra. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.