13/Apr/2026
O tráfego no Estreito de Ormuz permanece limitado e condicionado a autorizações, mesmo após o acordo de cessar-fogo envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Apenas cinco embarcações transitaram pela rota em um único dia, incluindo um petroleiro, enquanto mais de 400 navios permanecem retidos no Golfo Pérsico. Entre as embarcações que conseguiram atravessar, predominam navios de carga geral e granel, além de um único navio-tanque de gás natural liquefeito. Outras 14 embarcações desse tipo seguem paradas na região. O ambiente operacional indica manutenção das mesmas condições restritivas observadas anteriormente, com controle sobre o fluxo de passagem. A contagem não inclui navios que operam com sistemas de rastreamento desligados, utilizados principalmente no transporte de petróleo iraniano sujeito a sanções internacionais. Paralelamente, há indicação de limitação do tráfego a cerca de uma dúzia de embarcações por dia, com cobrança de taxas para liberação de passagem, estimadas em US$ 2 milhões por petroleiro.
O Estreito, responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás natural antes do conflito, apresenta ainda riscos operacionais adicionais. Informações indicam a presença de áreas classificadas como de perigo, com recomendação de rotas alternativas mais próximas ao território iraniano, elevando o grau de controle sobre a navegação. A restrição logística ocorre em meio à manutenção de tensões regionais, com interrupções associadas a episódios de violação do cessar-fogo. A liberação plena da rota permanece condicionada à evolução do cenário geopolítico e à normalização das condições de segurança. No contexto de mercado, a limitação do fluxo no Estreito de Ormuz impacta diretamente a segurança energética global, com reflexos potenciais sobre custos logísticos, disponibilidade de oferta e estabilidade econômica internacional. Um levantamento da empresa de dados Kpler mostrou que 12 navios cruzaram o Estreito de Ormuz na quinta-feira (09/04), dois dias após o anúncio da trégua entre os Estados Unidos e o Irã. Em tempos de paz, mais de 100 embarcações passam pelo corredor diariamente.
O levantamento, no entanto, não contabiliza os navios que circulam pela região sem o sistema de localização ligado. Integrantes da chamada "frota escura", tais embarcações costumam transportar o petróleo produzido no Irã, que é alvo de sanções. Um navio de gás natural de bandeira de Botswana tentou percorrer uma rota determinada pela Guarda Revolucionária Islâmica, mas desistiu abruptamente, segundo dados de rastreamento. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que há relatos de que o Irã está cobrando pela passagem pelo estreito. "É melhor pararem agora!”, afirmou. Ainda, as negociações entre Israel e Líbano previstas para essa semana, em Washington, serão conversas preparatórias em nível de embaixadores. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, disse que Israel abrirá negociações diretas com foco no desarmamento do Hezbollah, após Donald Trump pedir a redução dos ataques ao Líbano por risco ao cessar-fogo com o Irã. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.