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13/Apr/2026

EUA: inflação atinge o maior nível em dois anos

A inflação ao consumidor nos Estados Unidos acelerou para 3,3% em março na comparação anual, atingindo o maior nível em dois anos, impulsionada principalmente pela alta dos preços de energia em meio ao conflito no Oriente Médio. Na variação mensal, o índice avançou 0,9%, configurando a maior elevação em três anos. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, registrou alta de 2,6% em relação ao ano anterior, abaixo da expectativa de 2,7%. O comportamento foi influenciado, entre outros fatores, por menor pressão nos preços de veículos usados, embora haja expectativa de avanço nos próximos períodos. Os preços de energia apresentaram elevação de 12,5% na comparação anual e de 10,9% frente ao mês anterior, maior variação mensal desde setembro de 2005.

O movimento está associado às restrições na oferta global, com impacto direto do fechamento do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo. A alta foi concentrada sobretudo na gasolina, com avanço de 21,2%. Apesar da aceleração inflacionária, o resultado veio em linha com as projeções do mercado financeiro. O cenário mantém a expectativa predominante de retomada dos cortes de juros apenas entre junho e setembro de 2027, refletindo postura cautelosa da política monetária diante das incertezas relacionadas ao conflito e seus efeitos sobre os preços.

Parte das projeções indica possibilidade de flexibilização monetária ainda neste ano, concentrada no segundo semestre, embora o cenário base permaneça condicionado à evolução da inflação e à dissipação dos impactos do choque de energia. No ambiente macroeconômico, a expectativa de inflação para os próximos 12 meses avançou de 3,8% em março para 4,8% em abril, enquanto o índice de sentimento do consumidor recuou de 53,3 para 47,6 no período, indicando deterioração das condições percebidas pelas famílias. As negociações internacionais em curso buscam reduzir as tensões e restabelecer o fluxo energético global. Ainda assim, a normalização da produção e da oferta de petróleo e gás pode demandar meses, mantendo pressão sobre preços e custos no curto e médio prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.