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10/Apr/2026

Dólar recua com alívio externo e fluxo estrangeiro

O dólar aprofundou a trajetória de queda nesta quinta-feira (09/04) e encerrou no menor nível em dois anos, acompanhando o movimento da moeda norte-americana no exterior. O recuo ocorreu em meio a sinais de arrefecimento das tensões no Oriente Médio, que reduziram os preços do petróleo e os prêmios de risco. A moeda norte-americana atingiu mínima de R$ 5,05 e fechou em queda de 0,77%, a R$ 5,06. Após alta de 0,87% em março, o dólar acumula desvalorização de 2,22% nos primeiros pregões de abril e queda de 7,75% no ano frente ao Real. O movimento foi reforçado pela melhora na percepção de risco global, com avanços nas sinalizações de diálogo envolvendo Israel, Líbano e Irã.

A possibilidade de negociações contribuiu para reduzir incertezas relacionadas ao Estreito de Ormuz, rota estratégica para o fluxo global de petróleo. Ainda assim, permanecem divergências relevantes entre Estados Unidos e Irã quanto a temas como controle da rota, enriquecimento de urânio e condições para um acordo duradouro. O Real apresentou desempenho superior ao de outras moedas, impulsionado por fluxo estrangeiro direcionado ao mercado doméstico. O Ibovespa atingiu nível recorde de 195 mil pontos, sustentado, entre outros fatores, pela valorização de ações ligadas ao setor de energia. No cenário externo, o índice DXY recuou e voltou a operar abaixo de 99,000 pontos, com mínima de 98,625 pontos.

Indicadores dos Estados Unidos apontaram desaceleração da atividade, com o Produto Interno Bruto do quarto trimestre registrando crescimento anualizado de 0,5%, abaixo da expectativa de 0,7%. Ao mesmo tempo, a inflação medida pelo índice de preços de gastos com consumo (PCE) permaneceu próxima de 3% ao ano, acima da meta de 2%. A combinação de alívio geopolítico, fluxo externo e diferencial de juros mantém suporte ao Real no curto prazo, embora a evolução do conflito no Oriente Médio siga como principal fator de risco para o mercado cambial. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.