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10/Apr/2026

Estreito de Ormuz não foi reaberto para navegação

Segundo dados de rastreamento de navios da plataforma de análises da Kpler, apenas cinco embarcações com rastreadores ligados passaram pelo Estreito de Ormuz na quarta-feira (08/04), o primeiro dia do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. Apenas um, o TOUR 2 com bandeira iraniana, era um petroleiro. Os outros eram navios de carga geral e a granel. O levantamento, porém, não inclui os navios da chamada frota escura, que operam com os rastreadores desligados. Muitos desses navios transportam petróleo do Irã que foi alvo de sanções. Agências de notícias semioficiais do Irã publicaram nesta quinta-feira (09/04) um gráfico que sugere que a Guarda Revolucionária Islâmica colocou minas marítimas no Estreito de Ormuz durante a guerra. A imagem mostra um grande círculo marcado como “zona de perigo” sobre o Esquema de Separação de Trânsito, que é a rota que os navios utilizam para cruzar a passagem. O gráfico sugere que os navios viajem mais ao norte, próximos da costa iraniana. Algumas embarcações foram observadas nesse trajeto durante a guerra. A imagem traz as datas de 28 de fevereiro até 9 de abril e não deixa claro se a Guarda Revolucionária desativou as minas após o cessar-fogo, anunciado na terça-feira (07/04).

De fato, o Estreito de Ormuz ainda não foi reaberto, embora esse fosse um termo chave do cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos, Israel e o Irã. Nesta quinta-feira (09/04), apenas 1 navio-tanque de gás natural liquefeito estava se movendo pelo estreito, com outros 14 "encalhados no Golfo". O ambiente operacional no Estreito, portanto, permanece inalterado, com passagens permissivas continuando sob as mesmas condições de antes, de acordo com o serviço de dados MarineTraffic da Kpler. Mais de 400 embarcações permanecem "efetivamente encalhadas" na região. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.