10/Apr/2026
O Paquistão confirmou que sediará uma reunião entre Irã e Estados Unidos em Islamabad nesta sexta-feira (10/04), com o objetivo de buscar solução definitiva para o conflito em curso. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, informou que o governo iraniano confirmou participação no encontro, enquanto o governo norte-americano comunicou que o vice-presidente J.D. Vance liderará a delegação, acompanhado por Steve Witkoff e Jared Kushner. Sharif manteve diálogo com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, agradecendo a aceitação da proposta paquistanesa de mediação. A representação do Irã nas negociações ainda não foi definida.
O papel do Paquistão como mediador decorre de anos de aproximação com os Estados Unidos e de relações consolidadas com o Irã, posicionando o país no centro dos esforços para resolução do conflito. A iniciativa representa um marco diplomático para o Paquistão, cuja imagem nos Estados Unidos já foi marcada por desconfiança, devido ao histórico de apoio simultâneo aos Estados Unidos e ao Taleban no Afeganistão. Ainda, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que a continuidade dos ataques de Israel ao Líbano "tornará as negociações sem sentido" e indicou que manterá postura firme diante de violações do cessar-fogo, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio.
Segundo ele, "nossas mãos permanecem no gatilho", em declaração semelhante à de Benjamin Netanyahu, na véspera, e o país "nunca abandonará seus irmãos e irmãs libaneses". As ofensivas israelenses foram classificadas como "violação flagrante" do acordo inicial de trégua e um "sinal perigoso de engano e falta de compromisso" com eventuais entendimentos. Na mesma linha, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que violações do cessar-fogo com Estados Unidos e Israel "acarretam custos explícitos e respostas fortes", em meio a dúvidas sobre o alcance do acordo anunciado nesta semana.
Foi reforçado que o Líbano e o chamado "Eixo da Resistência", aliados do Irã, são "parte inseparável" de qualquer entendimento de trégua, sugerindo que ataques no território libanês podem comprometer o acordo. Segundo esse posicionamento, "não há espaço para negação ou recuo" sobre a inclusão do Líbano nas negociações. O alerta ocorre em um momento de divergência entre Irã e Estados Unidos sobre os termos do cessar-fogo. Os Estados Unidos sustentam que o acordo não abrange o Líbano, enquanto o Irã insiste no contrário e acusa Israel de violar a trégua com bombardeios recentes. O Irã ainda condicionou a reabertura do Estreito de Ormuz ao fim das ações militares norte-americanas e israelenses na região. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.