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10/Apr/2026

Reunião da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que o presidente Lula lhe confiou a tarefa de evitar que Atlântico Sul se torne palco de disputas geopolíticas, num momento marcado pelo maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial. A declaração fez parte de discurso, nesta quinta-feira (09/04), durante a reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), realizada na Escola Naval, no Rio de Janeiro. "A mensagem que trago do presidente Lula é, portanto, inequívoca: a ideia que inspirou a criação da Zopacas permanece relevante e atual. O nosso Oceano Austral não deve separar, mas conectar os países que ocupam suas duas margens. Mais do que um espaço geográfico, a Zopacas é um projeto político e estratégico. Cabe a nós dar-lhe vida", disse o Vieira. Ao fim do encontro, o Brasil assumirá a presidência de turno da Zopacas, posto em que permanecerá por três anos, sucedendo Cabo Verde.

O objetivo do evento é promover cooperação, segurança e desenvolvimento entre países banhados pelo Atlântico Sul, na América do Sul e na África. A iniciativa reúne 24 países - da América do Sul, participam Brasil, Uruguai e Argentina; e da costa da África, todos os países do Senegal até a África do Sul, incluindo Cabo Verde. O grupo celebra 40 anos de sua criação, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, com foco em segurança e defesa a fim de manter a região livre de armas nucleares e de destruição em massa. Mas tem sido subaproveitado e carece de laços de cooperação mais efetivos, apontam observadores. A expectativa é de que a presidência brasileira "reanime" o bloco. "Mais do que um espaço geográfico, a Zopacas é um projeto político e estratégico. Cabe a nós dar-lhe vida", disse Vieira no discurso. No encontro, foi aprovada a Declaração do Rio de Janeiro, focada no Atlântico Sul como zona de paz e cooperação.

O texto reforça a manutenção da região como uma zona livre de armas nucleares e de armas de destruição em massa, bem como livre de tensões geopolíticas e de conflitos alheios à região, afirmou Vieira. "Esses compromissos se expressam também na intensificação da cooperação em defesa e em segurança marítima, com exercícios conjuntos e iniciativas de monitoramento e de combate ao tráfico de drogas, à pirataria, à pesca ilegal e aos crimes ambientais." Outro documento em aprovação é a Estratégia de Cooperação, que prevê iniciativas para aprofundar a cooperação entre os países-membros. Os países-membros também estão assinando a Convenção para a Proteção do Meio Ambiente Marinho no Atlântico Sul, que estabelece medidas de proteção ambiental para o Oceano Atlântico Sul. Fonte: Broadcast Agro.