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09/Apr/2026

Petróleo: preço se manterá em elevado patamar

A recente queda nas cotações internacionais do petróleo, após o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, tende a trazer alívio no curto prazo, mas não deve ser suficiente para retornar aos níveis observados antes do conflito no Oriente Médio. A avaliação é de que, mesmo com a possível reabertura do Estreito de Ormuz e a retomada gradual do fluxo de petróleo, o mercado seguirá pressionado nos próximos meses. Isso ocorre porque países importadores e consumidores deverão recompor estoques estratégicos, mantendo a demanda elevada e sustentando os preços. Antes do início da guerra, o petróleo tipo Brent era negociado próximo de US$ 60,00 por barril. Durante o pico das tensões, as cotações ultrapassaram US$ 110,00 por barril.

Após o anúncio da trégua, os preços recuaram mais de 10%, voltando à faixa de US$ 95,00 por barril, ainda bem acima do nível pré-crise. No Brasil, o impacto da alta internacional levou à adoção de medidas temporárias para mitigar os efeitos sobre o consumidor, incluindo redução de tributos e subsídios voltados principalmente ao diesel, além de querosene de aviação e gás de cozinha. A expectativa é de que essas medidas sejam mantidas dentro do prazo inicialmente previsto, sem necessidade de extensão, caso o cenário externo continue se estabilizando. A Petrobras teve papel relevante na contenção dos repasses ao mercado doméstico, com reajustes mais moderados em comparação ao cenário internacional. Durante o período de maior tensão, o diesel teve alta de cerca de 11% no Brasil, enquanto o querosene de aviação avançou 54%, patamares inferiores aos registrados em outros países.

Além disso, a estatal ampliou a produção em suas refinarias para garantir o abastecimento interno, em alguns casos operando acima da capacidade nominal, o que contribuiu para reduzir riscos de desabastecimento. A leitura predominante é de que, embora o cessar-fogo reduza o estresse imediato no mercado, os efeitos da crise geopolítica ainda devem persistir no curto e médio prazo, mantendo o petróleo em níveis mais elevados do que os observados antes do conflito. Ainda, o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz foi completamente interrompido nesta quarta-feira (08/04) após Israel violar os termos do cessar-fogo e atacar o Líbano. Com o cessar-fogo, dois petroleiros obtiveram permissão do Irã e conseguiram transitar pelo Estreito de Ormuz com segurança. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.