09/Apr/2026
O Brasil consolidou sua posição como um dos principais exportadores globais de alimentos, mas ainda enfrenta desafios para transformar essa força produtiva em marcas reconhecidas internacionalmente. O País construiu competitividade baseada em escala, volume e regularidade de fornecimento, mas precisa avançar em estratégias de diferenciação, certificação e distribuição para capturar maior valor nos mercados externos. A construção de marca no setor de alimentos envolve, além de presença comercial, a geração de confiança junto ao consumidor final, o que passa por atributos como qualidade percebida, padronização e reputação.
Nesse contexto, a certificação sanitária e os selos de origem ganham relevância como instrumentos de credibilidade no comércio internacional. Experiências da indústria brasileira indicam que a consolidação de marcas no exterior depende de investimento contínuo, adaptação aos mercados locais e proximidade com o consumidor. A presença física, com unidades produtivas ou estruturas comerciais nos países de destino, também é apontada como fator relevante para reduzir barreiras e fortalecer posicionamento.
O desenvolvimento de marcas está associado ainda à capacidade de integrar produção e indústria, garantindo previsibilidade, padronização e eficiência ao longo da cadeia. Modelos de integração com produtores contribuíram historicamente para elevar produtividade e dar suporte à expansão internacional do setor de proteínas. A trajetória do agronegócio brasileiro mostra que a inserção externa evoluiu a partir da exportação de excedentes para mercados mais exigentes. O desafio atual é ampliar essa estratégia, agregando valor por meio de inovação, diferenciação e posicionamento, de modo a ampliar a participação em segmentos de maior renda e exigência. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.