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09/Apr/2026

Críticas a “ultraprocessados” resultam em barreiras

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), o avanço do debate internacional sobre alimentos ultraprocessados pode se traduzir em barreiras comerciais e de imagem contra a indústria brasileira, especialmente em um momento de ampliação do acesso a mercados externos. A avaliação aponta risco de impacto sobre a competitividade do País. O tema ganhou relevância às vésperas da implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia, elevando a pressão sobre a comunicação do setor em relação à qualidade, sanidade e tecnologia dos alimentos produzidos no Brasil. O Brasil exporta alimentos industrializados para cerca de 190 países, atendendo a diferentes exigências sanitárias e padrões internacionais. As vendas externas do segmento somaram US$ 67 bilhões no último ano, com superávit de US$ 58 bilhões, consolidando a posição do País como um dos principais fornecedores globais.

A classificação de “ultraprocessados” é alvo de controvérsia no meio técnico, especialmente sob a ótica da tecnologia de alimentos. O setor argumenta que o conceito não possui consenso científico e pode ser utilizado como instrumento para restringir o comércio internacional de produtos industrializados. O debate também envolve questões relacionadas ao consumo e à saúde. A entidade destaca que a obesidade é um fenômeno multifatorial, o que dificulta a associação direta com categorias específicas de alimentos. Comparações internacionais indicam diferenças relevantes entre padrões de consumo e indicadores de saúde, reforçando a complexidade do tema. Diante desse cenário, a avaliação é de que o Brasil deve fortalecer estratégias de comunicação e investir em tecnologia, inovação e desenvolvimento de produtos, com o objetivo de ampliar a presença de alimentos industrializados em mercados de maior renda e valor agregado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.