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09/Apr/2026

Estreito de Ormuz: Irã confirma liberação temporária

O governo do Irã confirmou uma trégua de duas semanas com os Estados Unidos, incluindo a passagem segura pelo Estreito de Ormuz. Caso os ataques contra o país sejam suspensos, as Forças Armadas iranianas cessarão suas operações defensivas. Durante o período, a passagem pelo estreito ocorrerá com coordenação das forças militares do Irã e considerando limitações técnicas. Foi destacado o papel do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, na mediação do processo de paz no Oriente Médio, e a disposição do governo norte-americano em negociar a proposta de dez pontos apresentada pelo Irã.

A declaração do Irã seguiu o anúncio do presidente dos Estados Unidos de suspensão de ataques e bombardeios ao país por duas semanas, em continuidade às negociações bilaterais para consolidação de um acordo de paz temporário. Israel concordou em fazer parte do cessar-fogo de duas semanas apenas uma hora e meia antes do prazo final que havia defendido para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz ou enfrentasse ataques militares intensificados contra infraestrutura civil. Israel também concordou em suspender sua campanha de bombardeios enquanto as negociações continuam. Mas, mesmo com o anúncio do acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, as forças de Israel mantiveram a ofensiva aérea contra o território iraniano na madrugada desta quarta-feira (08/04), pelo horário local.

O Irã também continuou a disparar mísseis e drones contra Israel, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Bahrein e Kuwait. Em Abu Dabi, uma unidade de processamento de gás pegou fogo após ser bombardeada. Em outra frente, Israel voltou a atacar posições do Hezbollah em cidades no sul do Líbano. Oito pessoas morreram e 22 ficaram feridas na ofensiva, segundo o Ministério da Saúde libanês. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, informou nesta quarta-feira (08/04), que apoia o acordo de cessar-fogo dos Estados Unidos com o Irã. O pacto, no entanto, não inclui o combate ao Hezbollah no Líbano. Porém, não está claro o que acontecerá quando terminarem as duas semanas do cessar-fogo. Houve poucos sinais públicos de que os dois países tenham resolvido questões como o programa nuclear, os mísseis balísticos e os grupos aliados do Irã no Oriente Médio, três pontos que foram usados como justificativa pelos Estados Unidos e por Israel para a deflagração da guerra, no fim de fevereiro.

Além do controle sobre o Estreito de Ormuz, as exigências do Irã para encerrar o conflito incluem a retirada das forças dos Estados Unidos da região, o levantamento das sanções e a liberação dos ativos do país que estão congelados. O governo de Israel também demonstrou preocupação com o acordo e pretende exigir mais compromissos do Irã, segundo uma pessoa familiarizada com a situação. Nas ruas de Teerã, manifestantes queimaram bandeiras dos Estados Unidos e Israel e entoavam cânticos em que pediam a morte dos "conciliadores", o que indica um ambiente hostil para um pacto de paz duradouro.

Ainda, o Irã afirmou que se retirará do acordo se Israel continuar a violar o cessar-fogo em seus ataques contra o Líbano. O acordo estabelecido com os Estados Unidos define que é necessário interromper a guerra em todas as frentes, incluindo os ataques no Líbano, por duas semanas, mas Israel continua a bombardear o território libanês em "clara violação do cessar-fogo". O Irã já estuda alvos para atacar em retaliação a ofensivas israelenses contra o Líbano. "Se a América não puder controlar seu cão vicioso na região, o Irã excepcionalmente ajudará nesse sentido! E pela força", disse uma fonte iraniana. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.