08/Apr/2026
Conforme levantamento da Serasa Experian, os processos de recuperação judicial no Brasil avançaram em 2025 e atingiram o maior nível desde o início da série histórica, em 2012, totalizando 2.466 registros. O volume representa crescimento de 5,5% em relação ao ano anterior e alta de 12,9% na comparação com 2024. O movimento reflete o uso mais intensivo da recuperação judicial como instrumento de ajuste financeiro em um ambiente de crédito mais seletivo e com custo elevado. Apesar de oscilações ao longo do ano, o número médio mensal permaneceu acima da tendência histórica de 53 processos, indicando maior recorrência desse mecanismo entre empresas em processo de reestruturação. Na análise por Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas, o comportamento foi semelhante, com número de empresas envolvidas superando de forma consistente a média de longo prazo de 106 CNPJs por mês.
O descolamento em relação ao padrão histórico sugere pressão contínua sobre o fluxo de caixa das empresas, especialmente em segmentos mais sensíveis às condições de crédito. Em sentido oposto, os pedidos de falência apresentaram retração em 2025. Foram registrados 698 CNPJs com solicitações, queda de 19,0% frente a 2024 e patamar significativamente inferior ao observado em 2012, quando totalizaram 1.810 registros. O número de processos de falência também recuou 15,5% na comparação anual, para 686. A redução dos pedidos de falência está associada à menor utilização desse instrumento como mecanismo de cobrança por credores, diante da disponibilidade de alternativas mais adequadas para renegociação de dívidas, o que contribui para a substituição gradual desse recurso por processos de reestruturação judicial. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.