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08/Apr/2026

Endividamento das famílias atinge recorde em março

Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a proporção de famílias endividadas no Brasil atingiu recorde de 80,4% em março, ante 80,2% em fevereiro e 77,1% no mesmo período de 2025. O avanço do endividamento ocorre em um ambiente ainda marcado por condições financeiras restritivas, com impacto da taxa básica de juros elevada e da inflação, especialmente em itens ligados a combustíveis e logística. Esse cenário reduz o poder de compra das famílias e amplia o uso de crédito para despesas correntes. A inadimplência manteve-se estável em 29,6% em março, mesmo patamar de fevereiro, mas acima dos 28,6% registrados em março de 2025.

A parcela de famílias que declaram não ter condições de quitar dívidas em atraso recuou de 12,6% para 12,3% na passagem mensal. O comprometimento médio da renda com dívidas apresentou leve queda, passando de 29,7% para 29,6%, enquanto a proporção de famílias que se consideram muito endividadas recuou marginalmente de 16,1% para 16,0%. A tendência é de continuidade da pressão sobre o endividamento no curto prazo, até que os efeitos do ciclo de redução da taxa Selic sejam efetivamente transmitidos ao consumidor final. Na análise por faixa de renda, o aumento do endividamento concentrou-se nos grupos de maior renda. Entre famílias com renda de cinco a dez salários-mínimos, a proporção subiu de 78,7% para 79,2%, enquanto no grupo acima de dez salários-mínimos avançou de 69,3% para 69,9%.

Nas faixas de renda mais baixas, o indicador permaneceu estável ou apresentou leve recuo. Em relação à inadimplência, houve redução entre as famílias de menor renda, com queda de 38,9% para 38,2% no grupo de até três salários-mínimos e de 29,1% para 28,7% na faixa de três a cinco salários-mínimos. Por outro lado, houve leve aumento entre famílias com renda de cinco a dez salários-mínimos, de 21,7% para 22,1%, enquanto no grupo de maior renda houve estabilidade. O cenário segue condicionado à evolução da inflação e das condições de crédito, com potencial de impacto mais intenso sobre as famílias de menor renda em caso de novas pressões inflacionárias. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.