08/Apr/2026
A intensificação do conflito no Irã segue pressionando o mercado global de petróleo, com o contrato Brent para junho de 2026 operando em alta. O movimento reflete a precificação de riscos crescentes de interrupção na oferta, diante de novos ataques aéreos à Ilha de Kharg, responsável por cerca de 80% das exportações iranianas. O cenário é agravado pela ausência de negociações para cessar-fogo, elevando a probabilidade de escalada militar. O mercado já incorpora a possibilidade de operações terrestres dos Estados Unidos e novos ataques a infraestruturas energéticas estratégicas, sustentando o petróleo em patamares elevados.
A situação no Estreito de Ormuz permanece como principal foco de tensão. O Irã condiciona a normalização do fluxo na região à aceitação de termos por parte dos Estados Unidos e de Israel, enquanto há relatos de restrições à navegação e cobrança de tarifas para embarcações, o que aumenta a incerteza logística e afeta o transporte marítimo. O agravamento do conflito já produz efeitos concretos no abastecimento global de combustíveis. Há registros de escassez de querosene de aviação (QAV) em partes da Ásia e da Europa, além da adoção de medidas de restrição de consumo em alguns mercados.
Paralelamente, o petróleo WTI também se mantém em níveis elevados, sustentado pela demanda externa e pelos riscos logísticos de curto prazo. O prazo estabelecido pelo governo norte-americano para o fim das restrições no Estreito adiciona pressão ao cenário, com possibilidade de intensificação das ações militares. A expectativa é de manutenção da volatilidade, com potencial de novas altas nos preços caso haja ampliação dos danos à produção e ao escoamento de petróleo na região. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.