08/Apr/2026
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou aumento da intensidade de suas ações contra Estados Unidos e aliados, incluindo a ameaça de atingir infraestruturas energéticas estratégicas, potencialmente privando a região de petróleo e gás por anos, e de estender a resposta para além do Oriente Médio caso os Estados Unidos ultrapassem “linhas vermelhas”. As declarações foram divulgadas por meio de comunicado via Telegram, descrevendo a chamada “onda 99” da operação Promessa Verdadeira 4. Segundo a IRGC, forças navais e aeroespaciais atacaram bases e interesses norte-americanos no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, bem como centros militares e de comando em territórios palestinos ocupados, em represália a ataques contra instalações petroquímicas iranianas em Assaluyeh. A ofensiva teria utilizado mísseis balísticos, de cruzeiro e drones.
Na fase inicial, complexos petroquímicos ligados a empresas norte-americanas na Arábia Saudita foram atingidos, incluindo unidades associadas à ExxonMobil, Dow Chemical, Chevron Phillips e Sadra, localizadas em Al-Jubail e Al-Ju’aymah. O grupo também relatou ataque a um navio porta-contêineres próximo ao porto de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos, e disparo de mísseis de cruzeiro de longo alcance contra a posição do porta-aviões CVN-72 dos Estados Unidos no Oceano Índico. A IRGC ressaltou que a destruição do navio serve como alerta a embarcações que colaborem com Estados Unidos e Israel e informou que abandonou critérios de contenção adotados anteriormente, mantendo a proteção de civis como prioridade e prometendo retaliar apenas em caso de ataques a instalações civis iranianas.
O Catar alerta que a intensificação do conflito envolvendo o Irã e seus desdobramentos no Oriente Médio eleva o risco de perda de controle da situação, com potenciais impactos humanitários e econômicos em escala global. O cenário atual se aproxima de um ponto crítico, com efeitos já perceptíveis sobre a estabilidade regional e a economia internacional. Há aumento da pressão por uma solução diplomática antes que o conflito atinja níveis mais elevados de instabilidade. A necessidade de avanço nas negociações ocorre em um contexto de prazo iminente para definição de encaminhamentos por parte dos Estados Unidos, ampliando a urgência por consenso entre os envolvidos.
A construção de um eventual acordo é condicionada à participação de todos os atores regionais, sem exclusão de partes relevantes, e à formação de um novo arranjo de segurança regional. A proposta também inclui a necessidade de garantias internacionais que sustentem a estabilidade no médio e longo prazo. No campo estratégico, a segurança do Estreito de Ormuz permanece como ponto central, com a indicação de que a rota não deve ficar sob controle exclusivo de um único país, dada sua relevância para o fluxo global de energia e comércio. Nesta terça-feira (07/04), o Irã sinalizou que pode retaliar países do Oriente Médio caso os Estados Unidos ataquem suas usinas de energia.
O prazo final para a negociação expirou às 21 horas, horário de Brasília. Autoridades iranianas informaram que qualquer ofensiva dos Estados Unidos poderia provocar apagões generalizados na região, incluindo na Arábia Saudita, e que aliados do Irã poderiam fechar o Estreito de Bab El-Mandeb. O Irã mantém resistência à exigência norte-americana de abertura do Estreito de Ormuz. A escalada de declarações mantém a tensão geopolítica elevada e aumenta os riscos para a segurança energética e para o transporte de petróleo e gás na região. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.